O ministro da Defesa italiano insistiu que a condição prévia para qualquer mobilização militar é "uma trégua real, credível e estável, ou, melhor ainda, uma paz definitiva" entre o Irão e os Estados Unidos.
A Marinha italiana tem dois navios caça-minas a aproximarem-se do Estreito de Ormuz, mas apenas intervirão no caso de ser alcançado um acordo de paz entre EUA e Irão, anunciou esta quarta-feira o ministro da Defesa, Guido Crosetto.
Dirigindo-se ao parlamento italiano, em Roma, o ministro da Defesa afirmou que o envio dos dois navios está a ser feito a título de precaução, já que, "caso se instaure a paz, demoraria quase um mês de navegação para que todas as unidades das nações aliadas chegassem ao Golfo".
"É por isso que também nós nos estamos a organizar para nos aproximarmos desta zona, mantendo-nos, no entanto, a uma distância de segurança. Estamos a providenciar o posicionamento de dois caça-minas relativamente perto do Estreito, inicialmente no Mediterrâneo Oriental, depois no Mar Vermelho, no âmbito de missões em curso, como as missões 'Mediterraneo Sicuro' e 'Aspides', dentro do quadro autorizado da missão internacional da Itália", explicou Crosetto.
O ministro insistiu que a condição prévia para qualquer mobilização militar é "uma trégua real, credível e estável, ou, melhor ainda, uma paz definitiva" entre o Irão e os Estados Unidos, e não o cessar-fogo "temporário" atualmente em vigor, e que o próprio Presidente norte-americano, Donald Trump, admitiu esta semana ser bastante frágil.
Por seu lado, o ministro dos Negócios Estrangeiros italiano, Antonio Tajani, que também participou na sessão conjunta das comissões parlamentares de Defesa e de Relações Externas, sublinhou que não se trata de uma nova missão militar no Golfo.
"Vamos dissipar quaisquer mal-entendidos: não queremos pedir autorização para uma nova missão militar no Golfo, mas queremos partilhar o compromisso do governo com a paz e o caminho que poderá conduzir ao nosso envolvimento na coligação internacional", disse Tajani, que é também vice-primeiro-ministro no executivo liderado por Giorgia Meloni.
Em meados de abril, vários países não diretamente envolvidos no conflito desencadeado a 28 de fevereiro pelos ataques norte-americano e israelitas ao Irão manifestaram-se dispostos a implementar uma "missão neutra" para garantir a segurança do Estreito de Ormuz, durante uma conferência copresidida em Paris pelo presidente francês, Emmanuel Macron, e pelo primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, na qual participou a Itália.
O objetivo da missão é "acompanhar e proteger os navios mercantes que transitarão pelo Golfo", explicou na ocasião Macron, enquanto Starmer se referiu a uma força "pacífica e defensiva", que só avançará quando o Irão e os Estados Unidos concordarem em levantar os seus respetivos bloqueios, e em concertação com estes dois países.
"Hoje, 40 países pretendem contribuir para tornar o estreito de Ormuz livre e navegável assim que as condições o permitirem. Nada menos do que 24 desses países já manifestaram a sua vontade de, em princípio, participar com meios altamente especializados, úteis, por exemplo, para desminar a zona marítima", indicou esta quarta-feira Guido Crosetto no parlamento italiano.
Os Estados Unidos e o Irão estão num processo de diálogo mediado pelo Paquistão, embora as divergências entre as suas posições tenham impedido, até ao momento, um segundo encontro em Islamabad, cidade que acolheu a primeira reunião presencial após o acordo de cessar-fogo assinado em 08 de abril, posteriormente prorrogado indefinidamente por Trump.
O bloqueio do Estreito de Ormuz e a recente incursão e apreensão de navios iranianos pelos EUA na região estão entre os motivos alegados por Teerão para não comparecer às negociações em Islamabad, uma vez que considera estas ações uma violação do cessar-fogo que impede o processo de diálogo.
Apesar disso, ambos os países mantêm contacto através da mediação de Islamabad.
Os Estados Unidos e Israel atacaram o Irão em 28 de fevereiro, levando os iranianos a retaliarem contra países do Golfo que têm interesses norte-americanos, estende a guerra no Médio Oriente.
Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?
Envie para geral@cmjornal.pt
o que achou desta notícia?
concordam consigo
A redação do CM irá fazer uma avaliação e remover o comentário caso não respeite as Regras desta Comunidade.
O seu comentário contem palavras ou expressões que não cumprem as regras definidas para este espaço. Por favor reescreva o seu comentário.
O CM relembra a proibição de comentários de cariz obsceno, ofensivo, difamatório gerador de responsabilidade civil ou de comentários com conteúdo comercial.
O Correio da Manhã incentiva todos os Leitores a interagirem através de comentários às notícias publicadas no seu site, de uma maneira respeitadora com o cumprimento dos princípios legais e constitucionais. Assim são totalmente ilegítimos comentários de cariz ofensivo e indevidos/inadequados. Promovemos o pluralismo, a ética, a independência, a liberdade, a democracia, a coragem, a inquietude e a proximidade.
Ao comentar, o Leitor está a declarar que é o único e exclusivo titular dos direitos associados a esse conteúdo, e como tal é o único e exclusivo responsável por esses mesmos conteúdos, e que autoriza expressamente o Correio da Manhã a difundir o referido conteúdo, para todos e em quaisquer suportes ou formatos actualmente existentes ou que venham a existir.
O propósito da Política de Comentários do Correio da Manhã é apoiar o leitor, oferecendo uma plataforma de debate, seguindo as seguintes regras:
Recomendações:
- Os comentários não são uma carta. Não devem ser utilizadas cortesias nem agradecimentos;
Sanções:
- Se algum leitor não respeitar as regras referidas anteriormente (pontos 1 a 11), está automaticamente sujeito às seguintes sanções:
- O Correio da Manhã tem o direito de bloquear ou remover a conta de qualquer utilizador, ou qualquer comentário, a seu exclusivo critério, sempre que este viole, de algum modo, as regras previstas na presente Política de Comentários do Correio da Manhã, a Lei, a Constituição da República Portuguesa, ou que destabilize a comunidade;
- A existência de uma assinatura não justifica nem serve de fundamento para a quebra de alguma regra prevista na presente Política de Comentários do Correio da Manhã, da Lei ou da Constituição da República Portuguesa, seguindo a sanção referida no ponto anterior;
- O Correio da Manhã reserva-se na disponibilidade de monitorizar ou pré-visualizar os comentários antes de serem publicados.
Se surgir alguma dúvida não hesite a contactar-nos internetgeral@medialivre.pt ou para 210 494 000
O Correio da Manhã oferece nos seus artigos um espaço de comentário, que considera essencial para reflexão, debate e livre veiculação de opiniões e ideias e apela aos Leitores que sigam as regras básicas de uma convivência sã e de respeito pelos outros, promovendo um ambiente de respeito e fair-play.
Só após a atenta leitura das regras abaixo e posterior aceitação expressa será possível efectuar comentários às notícias publicados no Correio da Manhã.
A possibilidade de efetuar comentários neste espaço está limitada a Leitores registados e Leitores assinantes do Correio da Manhã Premium (“Leitor”).
Ao comentar, o Leitor está a declarar que é o único e exclusivo titular dos direitos associados a esse conteúdo, e como tal é o único e exclusivo responsável por esses mesmos conteúdos, e que autoriza o Correio da Manhã a difundir o referido conteúdo, para todos e em quaisquer suportes disponíveis.
O Leitor permanecerá o proprietário dos conteúdos que submeta ao Correio da Manhã e ao enviar tais conteúdos concede ao Correio da Manhã uma licença, gratuita, irrevogável, transmissível, exclusiva e perpétua para a utilização dos referidos conteúdos, em qualquer suporte ou formato atualmente existente no mercado ou que venha a surgir.
O Leitor obriga-se a garantir que os conteúdos que submete nos espaços de comentários do Correio da Manhã não são obscenos, ofensivos ou geradores de responsabilidade civil ou criminal e não violam o direito de propriedade intelectual de terceiros. O Leitor compromete-se, nomeadamente, a não utilizar os espaços de comentários do Correio da Manhã para: (i) fins comerciais, nomeadamente, difundindo mensagens publicitárias nos comentários ou em outros espaços, fora daqueles especificamente destinados à publicidade contratada nos termos adequados; (ii) difundir conteúdos de ódio, racismo, xenofobia ou discriminação ou que, de um modo geral, incentivem a violência ou a prática de atos ilícitos; (iii) difundir conteúdos que, de forma direta ou indireta, explícita ou implícita, tenham como objetivo, finalidade, resultado, consequência ou intenção, humilhar, denegrir ou atingir o bom-nome e reputação de terceiros.
O Leitor reconhece expressamente que é exclusivamente responsável pelo pagamento de quaisquer coimas, custas, encargos, multas, penalizações, indemnizações ou outros montantes que advenham da publicação dos seus comentários nos espaços de comentários do Correio da Manhã.
O Leitor reconhece que o Correio da Manhã não está obrigado a monitorizar, editar ou pré-visualizar os conteúdos ou comentários que são partilhados pelos Leitores nos seus espaços de comentário. No entanto, a redação do Correio da Manhã, reserva-se o direito de fazer uma pré-avaliação e não publicar comentários que não respeitem as presentes Regras.
Todos os comentários ou conteúdos que venham a ser partilhados pelo Leitor nos espaços de comentários do Correio da Manhã constituem a opinião exclusiva e única do seu autor, que só a este vincula e não refletem a opinião ou posição do Correio da Manhã ou de terceiros. O facto de um conteúdo ter sido difundido por um Leitor nos espaços de comentários do Correio da Manhã não pressupõe, de forma direta ou indireta, explícita ou implícita, que o Correio da Manhã teve qualquer conhecimento prévio do mesmo e muito menos que concorde, valide ou suporte o seu conteúdo.
ComportamentoO Correio da Manhã pode, em caso de violação das presentes Regras, suspender por tempo determinado, indeterminado ou mesmo proibir permanentemente a possibilidade de comentar, independentemente de ser assinante do Correio da Manhã Premium ou da sua classificação.
O Correio da Manhã reserva-se ao direito de apagar de imediato e sem qualquer aviso ou notificação prévia os comentários dos Leitores que não cumpram estas regras.
O Correio da Manhã ocultará de forma automática todos os comentários uma semana após a publicação dos mesmos.
Para usar esta funcionalidade deverá efetuar login.
Caso não esteja registado no site do Correio da Manhã, efetue o seu registo gratuito.
Escrever um comentário no CM é um convite ao respeito mútuo e à civilidade. Nunca censuramos posições políticas, mas somos inflexiveis com quaisquer agressões. Conheça as
Inicie sessão ou registe-se para comentar.