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Líderes pedem moratória sobre ataques a infraestruturas energéticas

Num comunicado conjunto, os líderes condenaram "fortemente" os recentes ataques do Irão contra navios comerciais.

19 de março de 2026 às 14:16

Os líderes do Reino Unido, França, Alemanha, Itália, Países Baixos e Japão apelaram esta quinta-feira a uma "moratória imediata e abrangente" sobre os ataques a infraestruturas de petróleo e gás.

Num comunicado conjunto, os líderes condenaram "fortemente" os recentes ataques do Irão contra navios comerciais, ataques a infraestruturas energéticas de petróleo e gás e ao "encerramento de facto" do estreito de Ormuz e manifestam "profunda preocupação" com a escalada de tensão na região.

"Instamos o Irão a cessar imediatamente as suas ameaças, colocação de minas, ataques com drones e mísseis e outras tentativas de bloquear o estreito à navegação comercial", afirmam.

Na declaração, os países signatários frisam que a "interferência na navegação internacional e a perturbação das cadeias de abastecimento energético globais constituem uma ameaça à paz e à segurança internacionais".

Além de pedirem uma "moratória imediata e abrangente sobre os ataques a infraestruturas civis, incluindo instalações de petróleo e gás", os seis governos afirmaram ainda estar prontos para "contribuir para os esforços destinados a garantir a passagem segura" pelo Estreito de Ormuz.

"Segurança marítima e liberdade de navegação beneficiam todos os países", conclui o texto, apelando a todos os Estados que respeitem o direito internacional e defendam os "princípios fundamentais da prosperidade e segurança globais".

A companhia energética pública do Qatar anunciou que novos ataques de mísseis iranianos, ocorridos ao amanhecer, causaram "danos consideráveis" no complexo de gás de Ras Laffan.

Na Arábia Saudita, um drone abateu-se sobre a refinaria da Samref, situada na zona industrial de Yanbu.

Os ataques iranianos são uma retaliação contra a operação militar iniciada em 28 de fevereiro pelos Estados Unidos e Israel contra a República Islâmica, que resultou na morte de vários líderes e milhares de civis.

Na sequência dos novos ataques à infraestrutura energética, o barril de Brent superou esta quinta-feira os 110 dólares.

O preço do gás natural para entrega a um mês no mercado TTF dos Países Baixos, de referência na Europa, disparou quase 30%, até superar os 70 euros por megawatt-hora (MWh).

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