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Milhares manifestam-se em Madrid e Valencia contra a guerra e ação dos EUA e Israel

Manifestantes exibiam faixas nas quais se podia ler "Não à guerra" e apelos à "Paz" e ao fim da escalada bélica.

21 de março de 2026 às 21:40

Cerca de 4.000 pessoas, segundo os organizadores, entoaram este sábado "Não à guerra" numa manifestação convocada pela Assembleia Internacionalista de Madrid, que percorreu algumas das principais ruas da capital de Espanha.

Os manifestantes exibiam faixas nas quais se podia ler "Não à guerra" e apelos à "Paz" e ao fim da escalada bélica no Médio Oriente.

Desde a estação ferroviária de Atocha até à Porta do Sol, ouviram-se gritos contra a guerra no Irão e contra a intervenção ordenada pelo Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e com a intervenção de Israel, e também 'slogans' contra o fascismo.

O porta-voz da Assembleia Internacionalista "exigiu que se ponha fim à escalada militarista" e reclamou "o embargo de armas ao Estado de Israel", que qualificou como "um dos principais atores nesta nova escalada armamentista".

"Acreditamos que é uma escalada que deve ser parada, que apenas nos conduz a mais guerras, a destruição e morte que não faz qualquer sentido e que apenas reflete os interesses de uma minoria militarista que quer levar a guerra adiante", afirmou o porta-voz da organização durante a manifestação.

Também em Valência, uma manifestação sob o lema "Não à guerra" percorreu o centro desta cidade no sudeste de Espanha para mostrar a oposição a qualquer intervenção militar que "viole a soberania dos povos e ignore o Direito internacional".

Convocada por movimentos sociais, sindicatos e partidos de esquerda, a manifestação, que contou com a participação de milhares de pessoas, segundo a Delegação do Governo, serviu para condenar a "aliança bélica entre Israel e Estados Unidos".

Os organizadores consideraram esta aliança uma "ação conjunta desenvolvida na impunidade, que vulnera o direito internacional e condena à barbárie toda a região perante a passividade cúmplice da comunidade internacional".

Na convocatória, afirmaram opor-se “a qualquer intervenção militar que viole a soberania dos povos" e defenderem "o direito à autodeterminação", denunciando que o aumento da despesa militar "significa cortes em direitos sociais".

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