Português defende que tudo o que a UE e a NATO puderem fazer para desescalar a situação no Irão "deve ser feito", pedindo que isso seja feito de "forma coesa" entre os Estados-membros.
O primeiro-ministro disse esta quinta-feira esperar que a União Europeia e a NATO contribuam para que a guerra no Irão se resolva pela via diplomática, salientando que o Governo português tem trabalhado para que se retomem as negociações.
"O que é desejável é que os países da União Europeia (UE) e os países da NATO contribuam para que este conflito possa terminar, para que se retomem as negociações e para que a situação se resolva pela via diplomática", afirmou Luís Montenegro em declarações aos jornalistas à entrada para a cimeira do Conselho Europeu, em Bruxelas.
O primeiro-ministro defendeu que tudo o que a UE e a NATO puderem fazer para desescalar a situação no Irão "deve ser feito", pedindo que isso seja feito de "forma coesa" entre os Estados-membros.
"A minha expectativa é que essa mensagem possa ser percecionada por todos e que o contributo que nós possamos dar possa ser positivo", referiu.
À semelhança do que já tinha dito esta quarta-feira na Assembleia da República, Montenegro frisou que o Governo português contactou "todos os países que foram alvo de ataques por parte do Irão", mas acrescentou que tem também mantido contactos com "representantes diplomáticos" de Teerão e, "como é público e sabido", com os Estados Unidos.
"Nós temos utilizado a nossa diplomacia para sensibilizar todas as partes envolvidas no sentido de estabelecer uma plataforma que possa, muito rapidamente, dar abertura ao reinício dos trabalhos de negociação, que é aquilo que se deseja", afirmou.
Questionado se já conseguiu perceber os objetivos militares dos Estados Unidos e de Israel no Irão, Montenegro respondeu: "Aquilo que aconteceu já não é suscetível de mudança".
"Aquilo que é importante agora é lidar com esta situação e com aquilo que nós todos podemos fazer para que não haja uma escalada neste conflito e que não haja consequências que afetem a vida dos países e das pessoas", disse.
Nestas declarações aos jornalistas, o primeiro-ministro destacou ainda o facto de o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, participar num almoço de trabalho no âmbito desta cimeira.
Será "uma reafirmação do princípio do multilateralismo que norteia o funcionamento da UE e também da nossa política externa", disse, salientando que, no atual contexto, a UE pode "dar um contributo para o reforço do multilateralismo quando ele está, evidentemente, colocado em causa em várias das ações de conflito que um pouco por todo mundo têm vindo a eclodir".
Conselho Europeu, esta quinta-feira reunido em Bruxelas, vai discutir como é que a União Europeia (UE) pode conter os impactos da escalada militar no Médio Oriente dados os elevados preços da energia, garantindo também segurança no abastecimento energético.
Será o primeiro encontro presencial de alto nível desde o início dos ataques de Israel e dos Estados Unidos ao Irão e da consequente resposta iraniana, no final de fevereiro, e os chefes de Estado e de Governo dos 27 da UE vão centrar o debate na questão energética.
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