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Navio atingido por projétil ao largo dos Emirados Árabes Unidos

Irão reforçou o controlo sobre o estreito de Ormuz, por onde, antes da guerra com os Estados Unidos e Israel, passava um quinto do comércio mundial de hidrocarbonetos.

20 de julho de 2026 às 21:11

Um navio foi atingido ao largo da costa dos Emirados Árabes Unidos, adiantou esta segunda-feira uma agência britânica de vigilância marítima, numa fase de escalada das hostilidades entre Irão e EUA pelo controlo do estreito de Ormuz.

"O navio reportou ter sido atingido por um projétil desconhecido, causando danos no seu sistema de direção. Toda a tripulação está a salvo. Não há impacto ambiental", sublinhou a Autoridade de Segurança Marítima do Reino Unido (UKMTO) em comunicado.

O Irão reforçou o controlo sobre o estreito de Ormuz, por onde, antes da guerra com os Estados Unidos e Israel, passava um quinto do comércio mundial de hidrocarbonetos e cuja reabertura estava prevista no memorando de entendimento.

O estreito foi novamente encerrado pelo Irão desde o retomar das hostilidades. Em retaliação, os Estados Unidos reimplantaram um bloqueio aos portos iranianos.

Esta segunda-feira de manhã, a UKMTO tinha adiantado que um navio tinha sido atingido por um projétil no estreito de Ormuz, provocando um incêndio e a retirada da tripulação.

A agência tinha indicado anteriormente que um navio em chamas estava a aproximadamente 15 quilómetros a noroeste de Kumzar, Omã, sem especificar a causa do incêndio.

O jornal grego 'Kathimerini' noticiou que dois petroleiros de propriedade grega foram atacados no domingo à noite por projéteis de origem desconhecida quando transitavam pelo estreito de Ormuz.

De acordo com a consultora grega de risco marítimo MARISKS, os petroleiros eram o Kavomaleas, de bandeira maltesa, e o VLCC Acheloos, de bandeira liberiana, ambos operados pela empresa Dynacom, com sede em Atenas.

Já a Guarda Revolucionária do Irão, o exército ideológico do país, afirmou ter intercetado dois petroleiros que tentavam transitar pelo estreito de Ormuz sem autorização de Teerão.

"Na noite passada, dois petroleiros não autorizados (...) que tentavam entrar e sair do estreito de Ormuz pela rota sul, considerada perigosa e arriscada, explodiram e ficaram imobilizados", segundo um comunicado da Guarda Revolucionária, citado pelos meios de comunicação estatais.

O secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, apelou no domingo à noite à comunidade internacional para se juntar aos Estados Unidos na "proteção da navegação" no Estreito de Ormuz.

Do outro lado do golfo, os rebeldes houthis iemenitas não especificaram como irão implementar o seu bloqueio contra a Arábia Saudita, anunciado após o retomar do conflito no Iémen na semana passada, com trocas de tiros.

Riade, o maior exportador mundial de petróleo bruto, conseguia até então contornar o bloqueio de Ormuz utilizando o estreito de Bab el-Mandab.

"Uma crise simultânea em Ormuz e Bab el-Mandab produziria um choque muito maior do que qualquer um dos bloqueios isoladamente", observou Andreas Krieg, especialista em segurança do King's College London.

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