Subsecretário-geral da organização para os Assuntos Humanitários e Coordenador da Ajuda de Emergência vincou que "milhões de pessoas estão em risco".
O responsável humanitário da ONU, Tom Fletcher, instou esta sexta-feira "todas as partes envolvidas no conflito" no Médio Oriente a permitirem a passagem segura dos navios de ajuda humanitária pelo estreito de Ormuz.
"As cadeias de abastecimento humanitário são frágeis. Quando as rotas se fecham e os custos disparam, a ajuda que podemos entregar diminui, e aqueles que mais precisam são os primeiros a ser privados dela", destacou Tom Fletcher, citado num comunicado.
O subsecretário-geral da organização para os Assuntos Humanitários e Coordenador da Ajuda de Emergência vincou que "milhões de pessoas estão em risco".
"As consequências da guerra no Médio Oriente não se limitam às linhas da frente. Para além do impacto nos civis, os efeitos alastrar-se-ão pelos mercados, rotas marítimas e aéreas e preços dos alimentos - em toda a região e em todo o mundo", frisou.
Tom Fletcher defendeu que o impacto nas populações já está a ocorrer: "Os preços dos combustíveis dispararam, elevando os custos globais de transporte marítimo. As interrupções nos voos e no transporte marítimo diminuíram a circulação de mercadorias e de pessoas, colocando os fornecimentos humanitários em risco de atrasos até seis meses. As cadeias de abastecimento globais estão sob pressão".
O responsável da ONU apontou que as consequências do fecho do estreito "propagam-se rapidamente" e "os alimentos, medicamentos, fertilizantes e outros fornecimentos tornam-se mais difíceis de transportar e mais caros de entregar".
"Estamos a fazer todo o possível para nos anteciparmos a estas interrupções. As equipas humanitárias preposicionaram stocks. Estão a ativar rotas de abastecimento alternativas e a trabalhar incansavelmente para garantir que a ajuda humanitária vital continua a fluir. Estou a falar diretamente com as principais partes envolvidas, fazendo pressão para que os mantimentos humanitários possam continuar a circular sem obstruções pelo Estreito", garantiu.
Fletcher lembrou que as "cadeias de abastecimento humanitário são frágeis" e que "quando as rotas se fecham e os custos aumentam, a ajuda (...) diminui e as pessoas que mais precisam dela são as primeiras a perdê-la".
Na sequência dos ataques militares lançados contra o Irão por Estados Unidos e Israel, a 28 de fevereiro, Teerão, além de ripostar com ataques de retaliação, está a condicionar o tráfego no Estreito de Ormuz, ameaçando atacar qualquer embarcação que tente romper os condicionamentos, que já alteraram o mercado internacional do petróleo.
O preço do petróleo Brent, referência internacional para o petróleo, disparou mais de 42% desde o primeiro dia da guerra no Médio Oriente, que provocou uma quebra nas entregas de hidrocarbonetos do Golfo.
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