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Paulo Rangel participa na reunião de hoje sobre Estreito de Ormuz

Reunião é organizada pelo Governo britânico com cerca de 30 países dispostos a mobilizar-se para restaurar a navegação pelo estreito de Ormuz.

02 de abril de 2026 às 12:16

O ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, vai participar na reunião de esta quinta-feira organizada pelo Governo britânico com cerca de 30 países dispostos a mobilizar-se para restaurar a navegação pelo estreito de Ormuz, confirmou fonte do Ministério.

Na reunião, que se vai realizar por videoconferência, pretende-se avaliar "medidas diplomáticas e políticas viáveis" para restaurar a liberdade de navegação, garantir a segurança dos navios e tripulantes retidos e retomar o transporte de mercadorias essenciais.

As cerca de três dezenas de países convocados vão reunir-se por iniciativa do Reino Unido, na sequência de uma posição tomada inicialmente feita por Londres em conjunto com França, Alemanha, Itália, Países Baixos e Japão em 19 de março.

Entretanto, 31 outros países, incluindo Portugal, subscreveram a mesma declaração, exigindo que o Irão cesse as suas tentativas de bloquear o estreito e comprometendo-se a "contribuir para os esforços adequados para garantir a passagem segura" por aquela via marítima.

Pelo estreito de Ormuz transita, em condições normais, um quinto da produção mundial de petróleo, bem como de gás natural liquefeito.

Os ataques iranianos a navios comerciais, e a ameaça de mais ataques, paralisaram quase todo o tráfego na passagem que liga o Golfo Pérsico ao resto dos oceanos, o que fez disparar os preços daquelas matérias-primas e de derivados como fertilizantes.

Governos e analistas receiam que um bloqueio prolongado tenha impacto noutros setores da economia, como a produção agrícola e de medicamentos e fabrico de semicondutores e de baterias necessários para aparelhos eletrónicos ou automóveis.

Na quarta-feira, o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, afirmou que responsáveis militares também se vão reunir em breve para trabalhar em formas de garantir a segurança da navegação "após o fim dos combates".

Starmer avisou que retomar o tráfego marítimo "não será fácil" e que exigirá "uma frente unida de força militar e atividade diplomática", em parceria com a indústria marítima.

Estas discussões surgem sob pressão dos Estados Unidos, com o presidente norte-americano Donald Trump a exortar os países dependentes do transporte marítimo no estreito a mobilizarem-se para o desbloquear.

Trump criticou repetidamente o Reino Unido e a NATO por não apoiarem suficientemente as forças armadas norte-americanas neste conflito, iniciado em 28 de fevereiro quando os Estados Unidos iniciaram uma operação militar contra o Irão em conjunto com Israel.

O Irão tem respondido com ataques contra o território israelita e contra bases militares norte-americanas nos países da região, tendo danificado navios e infraestruturas, como a importante refinaria de gás natural Ras Laffan, no Qatar.

A guerra provocou mais de três mil mortos, maioritariamente no Irão e no Líbano, que se viu envolvido no conflito após o movimento pró-Teerão Hezbollah ter atacado Israel.

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