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Petroleiro paquistanês atravessa Estreito de Ormuz com rastreio ativo

Embarcação pode ter beneficiado de um acordo de passagem pela rota marítima, fortemente afetada pelo conflito entre os EUA, Israel e o Irão.

16 de março de 2026 às 13:16

Um petroleiro com bandeira do Paquistão atravessou no domingo o Estreito de Ormuz com o sistema de rastreio ligado, podendo ter beneficiado de acordo de passagem, segundo dados divulgados por um 'site' de informação marítima.

A embarcação, com 237 metros de comprimento e carregada com crude, entrou na zona económica exclusiva iraniana no domingo e transitou pelo estreito, indicou esta segunda-feira o 'site' especializado em dados de navegação marítima MarineTraffic.

Segundo o MarineTraffic, a travessia ocorre após várias semanas de tráfego significativamente reduzido naquela via marítima estratégica, devido à retaliação do Irão à ofensiva lançada pelos Estados Unidos e Israel em 28 de fevereiro.

Dados da agência informativa Bloomberg indicam que o navio se encontrava ainda atracado a 28 de fevereiro na ilha de Das, um importante centro de exportação de petróleo dos Emirados Árabes Unidos.

O Estreito de Ormuz, situado entre o Golfo Pérsico e o Golfo de Omã, é uma das principais rotas energéticas mundiais, por onde transita cerca de um quinto da produção global de petróleo e do gás natural liquefeito.

Teerão tem ameaçado tornar a passagem intransitável em retaliação pelos ataques israelitas e norte-americanos contra o Irão, numa tentativa de pressionar Washington através do impacto nos mercados energéticos globais.

No domingo, o Presidente norte-americano, Donald Trump, apelou à China e à NATO para ajudarem a reabrir a rota marítima.

Dados da empresa Lloyd's List Intelligence indicam que 77 navios atravessaram o Estreito de Ormuz na sexta-feira, desde o início da guerra no Médio Oriente.

Segundo a mesma fonte, a maioria desses navios pertence à chamada "frota fantasma", composta por embarcações que operam fora dos sistemas tradicionais de seguro e rastreamento marítimo, frequentemente utilizadas para transportar petróleo sujeito a sanções ou contornar regulamentações.

Desde 01 de março, pelo menos 20 embarcações comerciais, incluindo nove petroleiros, foram atacadas ou reportaram incidentes na região, segundo a agência britânica de segurança marítima UKMTO.

A Organização Marítima Internacional (OMI) registou 16 incidentes no mesmo período, oito dos quais envolvendo navios-tanque de petróleo.

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