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Presidente do Irão aponta "guerra económica" como principal "campo de batalha" após "fracasso militar do inimigo"

Masoud Pezeshkian afirmou que o objetivo desta guerra económica é "acabar com a resistência do Irão".

27 de maio de 2026 às 19:56

O Presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, apontou esta quarta-feira a "guerra económica" como o principal "campo de batalha" do conflito com os Estados Unidos, após o "fracasso militar do inimigo" na ofensiva lançada no final de fevereiro.

Num encontro com representantes do setor privado, o chefe de Estado iraniano afirmou que o objetivo desta guerra económica é "acabar com a resistência do Irão", sublinhando que o papel das empresas é "manter a estabilidade do mercado e a sustentabilidade da economia nacional", uma questão que se tornou "estratégica e decisiva".

Além disso, salientou a intenção do Governo de "reformar os processos e eliminar barreiras cambiais, bancárias, aduaneiras e fiscais", uma vez que o país centro-asiático enfrenta "desequilíbrios e problemas estruturais em muitas áreas", bem como "pressões externas" como a guerra, segundo um comunicado da presidência.

A culpa, atribuiu-a Pezeshkian às "ameaças políticas e económicas", tendo referido "questões como o mecanismo de ativação e as sanções, que aumentam mais ainda a complexidade da situação" na República Islâmica, lamentando que agora, "o principal palco de confronto por parte do inimigo seja a economia e o sustento da população".

"O principal fardo desta guerra económica recai sobre os ombros dos comerciantes, produtores e protagonistas do setor privado, e o Governo está determinado a proporcionar as condições necessárias para uma atividade eficiente e sustentável deste setor e a remover os obstáculos existentes às atividades económicas, para reforçar a resistência económica do país", explicou.

"A razão da minha presença entre os agentes económicos é que acredito que o principal campo de batalha é agora a guerra económica; depois de fracassar em atingir os seus objetivos no âmbito militar, o inimigo concentrou-se em infligir danos à resistência económica do país e perturbar os meios de subsistência da população", afirmou.

Os Estados Unidos e Israel lançaram a 28 de fevereiro um ataque militar ao Irão, que justificaram com a inflexibilidade da República Islâmica nas negociações para pôr fim ao enriquecimento de urânio no âmbito do seu programa nuclear, que afirma destinar-se apenas a fins civis.

Em retaliação à ofensiva, o Irão encerrou o Estreito de Ormuz, abalando a economia mundial, e lançou ataques contra alvos em Israel, bases norte-americanas e infraestruturas civis em países da região como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Jordânia, Omã e Iraque.

Washington e Teerão acordaram a 08 de abril um cessar-fogo de duas semanas, para negociações assentes num plano iraniano de dez pontos para pôr fim a 40 dias de guerra.

O cessar-fogo foi prorrogado a 21 de abril pelo Presidente norte-americano, Donald Trump, horas antes de expirar, para que o Irão apresentasse o seu plano, que prevê o levantamento das sanções internacionais e a retirada das tropas norte-americanas da região em troca de um compromisso iraniano de não produzir armas nucleares e garantir a passagem segura pelo Estreito de Ormuz.

Entretanto, Teerão mantém o bloqueio do Estreito de Ormuz, por onde passa 20% do crude mundial, e Washington, por sua vez, impede a passagem de navios que tenham como origem ou destino portos iranianos.

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