Até ao momento, "não foi fixada data nem local para uma possível próxima ronda de conversações", depois de não se ter chegado a um acordo de paz durante encontro no Paquistão.
O Irão afirmou este domingo que a situação no Estreito de Ormuz não irá mudar a menos que os Estados Unidos aceitem um "acordo razoável", depois das partes terem terminado esta madrugada 21 horas de conversações sem um acordo.
"O Irão não tem pressa e, a menos que os Estados Unidos aceitem um acordo razoável, não haverá alterações na situação do Estreito de Ormuz", afirmou uma fonte iraniana não identificada, que participou nas negociações em Islamad, citada pela agência iraniana Meher.
A mesma fonte salientou que, até ao momento, "não foi fixada data nem local para uma possível próxima ronda de conversações".
"O Irão apresentou iniciativas e propostas razoáveis durante as conversações. Cabe agora aos Estados Unidos abordar os temas com realismo. Tal como o Governo norte-americano falhou nos seus cálculos bélicos, até agora também se tem enganado nas negociações", acrescentou a fonte.
"As conversações não conduziram a um acordo", concluiu sobre o contacto presencial de mais alto nível entre os Estados Unidos e o Irão desde que ambos os países romperam relações devido à revolução islâmica de 1979.
Durante a madrugada, o porta-voz do ministério iraniano dos Negócios Estrangeiros, Ismail Bagaei, referiu-se a "exigências excessivas" e "pedidos ilegais" apresentados pelos Estados Unidos ao Irão, afirmando que "o sucesso do processo diplomático" dependeria da "seriedade e boa-fé da contraparte" e da "aceitação dos direitos e interesses legítimos do Irão", escreveu na rede social X.
Minutos depois, o vice-presidente norte-americano JD Vance anunciou em conferência de imprensa deixava Islamabad porque o Irão tinha rejeitado o "compromisso fundamental" expresso de desistir de obter armas nucleares, pelo que os Estados Unidos deixavam em cima da mesa "a melhor oferta final" ao Irão, descrevendo-a como "método de entendimento".
Vance não fez qualquer referência à questão do "Estreito de Ormuz, seletivamente fechado pela ameaça militar iraniana desde o início do ataque dos Estados Unidos e de Israel em 28 de fevereiro, que tem sido o principal argumento e vantagem estratégicos na guerra.
No sábado, as forças armadas dos Estados Unidos afirmaram que dois contratorpedeiros atravessaram o Estreito de Ormuz, controlado pelo Irão, antes dos trabalhos de remoção de minas, uma situação inédita desde o início da guerra. O comando militar conjunto iraniano negou a informação.
"Estamos a varrer o estreito. Chegarmos ou não a um acordo não faz diferença para mim", disse Trump aos jornalistas enquanto as conversações ainda decorriam.
O Irão tem mantido o controlo total sobre a navegação pelo estreito, tendo apenas permitido desde o início da guerra a passagem de navios de países aliados, e com os quais manteve conversações recentes, como são os casos da China e da índia. De resto, uma das condições que Teerão levou para as negociações em Islamad foi a da manutenção do controlo do estreito e cobrança de taxas à navegação, a dividir com Omã, na outra margem de Ormuz.
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