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Pandora O poder não se mostra. Usa-se.

Trump adia ataque ao Irão "até à próxima semana"

Presidente dos EUA diz que aliados do Golfo acreditam que um acordo pode estar próximo.

20 de maio de 2026 às 01:30

Donald Trump disse esta terça-feira que a decisão de suspender o reinício dos ataques contra o Irão tem uma “duração limitada” e admitiu esperar até ao início da próxima semana para ver se é possível chegar a um acordo com o regime de Teerão.

O presidente norte-americano anunciou na segunda-feira à noite que mandou suspender os bombardeamentos - que supostamente iam ser retomados esta terça-feira - a pedido dos líderes da Arábia Saudita, Qatar e Emirados Árabes Unidos, que acreditam que uma solução diplomática “poderá estar próxima”. “Faltava pouco mais de uma hora para eu dar a ordem, estávamos prontos... [Os ataques] estariam a acontecer neste momento”, disse Trump em entrevista à CNN, adiantando que os aliados do Golfo lhe pediram “mais uns dias” porque o Irão estava a “ser mais razoável” nas negociações. “Disseram-me que estão a fazer muitos progressos, vamos ver no que dá. Parece que desta vez é um pouco diferente”, afirmou, referindo-se às outras vezes em que afirmou publicamente que os EUA e o Irão estavam muito perto de um acordo, o qual nunca chegou a acontecer.

“Parece que desta vez é diferente”, disse Trump sobre avanços nas negociações

“Vamos esperar dois ou três dias... talvez até sexta-feira, sábado, domingo... talvez até ao início da próxima semana. Será um período limitado de tempo, porque não queremos que o Irão tenha uma bomba nuclear”, avançou o presidente dos EUA, garantindo que não está preocupado com a opinião do público americano sobre a guerra. “Não quero saber se a guerra é popular ou impopular, tenho de o fazer. Não vou deixar o mundo rebentar sob a minha vigilância, isso não vai acontecer”, garantiu.

Irão ameaça abrir "novas frentes"

As Forças Armadas iranianas ameaçaram esta terça-feira "abrir novas frentes" na guerra se os Estados Unidos retomarem os bombardeamentos contra o país. "Se o inimigo voltar a cair na armadilha zionista e lançar uma nova agressão contra o Irão não hesitaremos em abrir novas frentes e usar novos meios e métodos", afirmou um porta-voz.

NATO admite operação para reabrir Ormuz

A NATO está a discutir lançar uma operação para escoltar navios no estreito de Ormuz se aquela via marítima crucial não for reaberta até ao início de julho, avançou esta terça-feira a agência Bloomberg. A proposta, que não conta com o apoio unânime dos estados-membros, representa uma mudança significativa na posição da Aliança, que até agora só admitiu lançar uma missão no estreito após o final da guerra entre os EUA e o Irão.

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