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Trump diz que EUA defendem estreito de Ormuz para outros países

Presidente reiterou que a maioria dos países apoia a ofensiva contra o Irão e classificou Teerão como uma ameaça global.

19 de março de 2026 às 17:48

O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, argumentou esta quinta-feira que o seu país não depende do estreito de Ormuz para o comércio energético, afirmando que Washington está a defender aquela rota para outros países.

"Nós não usamos o estreito. Estamos a defendê-lo para todos os outros", disse Donald Trump na Casa Branca, antes de uma reunião com a primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi.

O chefe de Estado norte-americano acusou os aliados da NATO de não contribuírem suficientemente para a segurança daquela rota estratégica, embora tenha admitido que estes "estão a tornar-se mais amigáveis" face às exigências de Washington.

Trump sublinhou que países como o Japão, a China e várias economias europeias são os mais dependentes do Estreito de Ormuz, por onde passa uma parte significativa das suas importações energéticas.

No caso japonês, indicou que mais de 90% do petróleo consumido é transportado por aquela via, considerando por isso "apropriado" um maior envolvimento de Tóquio.

"Praticamente não recebemos nada. Estamos abaixo de 1%", explicou Trump, acrescentando que a presença norte-americana na região ocorre "por cortesia".

O Presidente reiterou que a maioria dos países apoia a ofensiva contra o Irão, classificando Teerão como uma ameaça global.

Trump defendeu ainda que a intervenção militar de Israel e dos EUA era inevitável devido às ambições nucleares iranianas, sublinhando que outros presidentes ponderaram ações semelhantes, mas não avançaram.

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