Presidente norte-americano tem pressionado sem sucesso o líder chinês para que use a sua influência no sentido de levar Teerão a pôr fim à guerra que dura há mais de dois meses, ou, pelo menos, reabrir o estreito de Ormuz.
O Presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou esta terça-feira que não precisa de pedir ajuda, durante a "longa conversa" que prevê ter com o homólogo chinês, Xi Jinping, para resolver a guerra no Irão, alegando que a situação "está sob controlo".
Donald Trump tem pressionado sem sucesso o líder chinês para que use a sua influência no sentido de levar Teerão a pôr fim à guerra que dura há mais de dois meses, ou, pelo menos, reabrir o estreito de Ormuz, que as autoridades iranianas mantêm sob bloqueio, com impacto nos mercados petrolíferos globais.
"Vamos ter uma longa conversa sobre isso. Acho que ele se tem comportado relativamente bem", disse o Presidente norte-americano aos jornalistas pouco antes de deixar a Casa Branca para iniciar a viagem para Pequim, onde tem encontro marcado com Xi na quinta-feira.
Pouco depois, acrescentou: "Temos muitas coisas para discutir. Para ser honesto, não diria que o Irão é uma delas, porque temos o Irão sob controlo".
Ao longo do conflito, lançado por Estados Unidos e Israel em 28 de fevereiro, Trump oscilou entre queixas de que a China, o maior comprador mundial de petróleo iraniano, não fez o suficiente para influenciar Teerão e o reconhecimento de que Pequim ajudou a reduzir a escalada militar ao encorajar negociações.
Nos últimos dias, o secretário de Estado, Marco Rubio, e o responsável pela tutela do Tesouro norte-americano, Scott Bessent, intensificaram os seus apelos para que a China use a sua influência para ajudar a reabrir o estreito de Ormuz, por onde passava cerca de 20% do crude mundial antes do início da guerra.
O Departamento de Estado anunciou na sexta-feira que estava a sancionar quatro entidades, incluindo três empresas com sede na China, por fornecerem imagens de satélite sensíveis que permitem ataques militares iranianos contra as forças norte-americanas no Médio Oriente.
Anteriormente, o Departamento do Tesouro tinha tomado medidas para atingir as refinarias de petróleo chinesas acusadas de comprar petróleo de Teerão, bem como as empresas que transportavam o crude.
Pequim classificou as sanções como "pressão unilateral ilegal" e promulgou um estatuto de bloqueio --- aprovado em 2021 e nunca utilizado até agora --- que proíbe qualquer entidade chinesa de reconhecer ou cumprir as sanções.
Antes da chegada de Trump, o ministro dos Negócios Estrangeiros chinês, Wang Yi, recebeu na semana passada o homólogo iraniano, Abbas Araghchi, em Pequim, e aproveitou para defender o direito do Irão a desenvolver energia nuclear civil, um dos temas centrais das negociações entre Washington e Teerão.
Xi também fez críticas implícitas aos Estados Unidos pela guerra, ao afirmar que o direito internacional "não deve ser aplicado seletivamente ou desconsiderado", nem o mundo regressar "à lei da selva".
Além disso, os dois países procuram evitar o regresso a uma guerra tarifária, numa fase em que os Estados Unidos estão a ser arrastados para a inflação que atinge o mundo inteiro em resultado da escalada dos preços dos produtos petrolíferos.
Nas suas declarações desta terça-feira, Donald Trump voltou a sustentar que inflação nos Estados Unidos, no seu nível mais elevado em quase três anos, é de curto prazo.
"Assim que esta guerra terminar, verão a inflação descer, provavelmente em 1,5%", disse o líder da Casa Branca.
Ainda sobre o conflito no Irão, o Presidente norte-americano reafirmou esta terça-feira que não precisa da ajuda da NATO, insistindo que Washington já derrotou militarmente a República Islâmica.
"A NATO desiludiu-me profundamente. A NATO não estava lá quando precisamos dela. Não precisamos da NATO, mas se precisássemos, ela simplesmente não estaria lá", lamentou aos jornalistas.
O cessar-fogo em vigor com o Irão desde 08 de abril encontra-se no seu ponto mais frágil, depois de o líder norte-americano ter classificado a resposta de Teerão à proposta de paz de Washington como "totalmente inaceitável".
Depois do fracasso da única ronda negocial formal, em Islamabad (Paquistão) em 11 de abril, os Estados Unidos impuseram um bloqueio naval aos portos iranianos, como uma tentativa de forçar Teerão a levantar as ameaças militares no estreito de Ormuz enquanto asfixiam a economia iraniana.
Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?
Envie para geral@cmjornal.pt
o que achou desta notícia?
concordam consigo
A redação do CM irá fazer uma avaliação e remover o comentário caso não respeite as Regras desta Comunidade.
O seu comentário contem palavras ou expressões que não cumprem as regras definidas para este espaço. Por favor reescreva o seu comentário.
O CM relembra a proibição de comentários de cariz obsceno, ofensivo, difamatório gerador de responsabilidade civil ou de comentários com conteúdo comercial.
O Correio da Manhã incentiva todos os Leitores a interagirem através de comentários às notícias publicadas no seu site, de uma maneira respeitadora com o cumprimento dos princípios legais e constitucionais. Assim são totalmente ilegítimos comentários de cariz ofensivo e indevidos/inadequados. Promovemos o pluralismo, a ética, a independência, a liberdade, a democracia, a coragem, a inquietude e a proximidade.
Ao comentar, o Leitor está a declarar que é o único e exclusivo titular dos direitos associados a esse conteúdo, e como tal é o único e exclusivo responsável por esses mesmos conteúdos, e que autoriza expressamente o Correio da Manhã a difundir o referido conteúdo, para todos e em quaisquer suportes ou formatos actualmente existentes ou que venham a existir.
O propósito da Política de Comentários do Correio da Manhã é apoiar o leitor, oferecendo uma plataforma de debate, seguindo as seguintes regras:
Recomendações:
- Os comentários não são uma carta. Não devem ser utilizadas cortesias nem agradecimentos;
Sanções:
- Se algum leitor não respeitar as regras referidas anteriormente (pontos 1 a 11), está automaticamente sujeito às seguintes sanções:
- O Correio da Manhã tem o direito de bloquear ou remover a conta de qualquer utilizador, ou qualquer comentário, a seu exclusivo critério, sempre que este viole, de algum modo, as regras previstas na presente Política de Comentários do Correio da Manhã, a Lei, a Constituição da República Portuguesa, ou que destabilize a comunidade;
- A existência de uma assinatura não justifica nem serve de fundamento para a quebra de alguma regra prevista na presente Política de Comentários do Correio da Manhã, da Lei ou da Constituição da República Portuguesa, seguindo a sanção referida no ponto anterior;
- O Correio da Manhã reserva-se na disponibilidade de monitorizar ou pré-visualizar os comentários antes de serem publicados.
Se surgir alguma dúvida não hesite a contactar-nos internetgeral@medialivre.pt ou para 210 494 000
O Correio da Manhã oferece nos seus artigos um espaço de comentário, que considera essencial para reflexão, debate e livre veiculação de opiniões e ideias e apela aos Leitores que sigam as regras básicas de uma convivência sã e de respeito pelos outros, promovendo um ambiente de respeito e fair-play.
Só após a atenta leitura das regras abaixo e posterior aceitação expressa será possível efectuar comentários às notícias publicados no Correio da Manhã.
A possibilidade de efetuar comentários neste espaço está limitada a Leitores registados e Leitores assinantes do Correio da Manhã Premium (“Leitor”).
Ao comentar, o Leitor está a declarar que é o único e exclusivo titular dos direitos associados a esse conteúdo, e como tal é o único e exclusivo responsável por esses mesmos conteúdos, e que autoriza o Correio da Manhã a difundir o referido conteúdo, para todos e em quaisquer suportes disponíveis.
O Leitor permanecerá o proprietário dos conteúdos que submeta ao Correio da Manhã e ao enviar tais conteúdos concede ao Correio da Manhã uma licença, gratuita, irrevogável, transmissível, exclusiva e perpétua para a utilização dos referidos conteúdos, em qualquer suporte ou formato atualmente existente no mercado ou que venha a surgir.
O Leitor obriga-se a garantir que os conteúdos que submete nos espaços de comentários do Correio da Manhã não são obscenos, ofensivos ou geradores de responsabilidade civil ou criminal e não violam o direito de propriedade intelectual de terceiros. O Leitor compromete-se, nomeadamente, a não utilizar os espaços de comentários do Correio da Manhã para: (i) fins comerciais, nomeadamente, difundindo mensagens publicitárias nos comentários ou em outros espaços, fora daqueles especificamente destinados à publicidade contratada nos termos adequados; (ii) difundir conteúdos de ódio, racismo, xenofobia ou discriminação ou que, de um modo geral, incentivem a violência ou a prática de atos ilícitos; (iii) difundir conteúdos que, de forma direta ou indireta, explícita ou implícita, tenham como objetivo, finalidade, resultado, consequência ou intenção, humilhar, denegrir ou atingir o bom-nome e reputação de terceiros.
O Leitor reconhece expressamente que é exclusivamente responsável pelo pagamento de quaisquer coimas, custas, encargos, multas, penalizações, indemnizações ou outros montantes que advenham da publicação dos seus comentários nos espaços de comentários do Correio da Manhã.
O Leitor reconhece que o Correio da Manhã não está obrigado a monitorizar, editar ou pré-visualizar os conteúdos ou comentários que são partilhados pelos Leitores nos seus espaços de comentário. No entanto, a redação do Correio da Manhã, reserva-se o direito de fazer uma pré-avaliação e não publicar comentários que não respeitem as presentes Regras.
Todos os comentários ou conteúdos que venham a ser partilhados pelo Leitor nos espaços de comentários do Correio da Manhã constituem a opinião exclusiva e única do seu autor, que só a este vincula e não refletem a opinião ou posição do Correio da Manhã ou de terceiros. O facto de um conteúdo ter sido difundido por um Leitor nos espaços de comentários do Correio da Manhã não pressupõe, de forma direta ou indireta, explícita ou implícita, que o Correio da Manhã teve qualquer conhecimento prévio do mesmo e muito menos que concorde, valide ou suporte o seu conteúdo.
ComportamentoO Correio da Manhã pode, em caso de violação das presentes Regras, suspender por tempo determinado, indeterminado ou mesmo proibir permanentemente a possibilidade de comentar, independentemente de ser assinante do Correio da Manhã Premium ou da sua classificação.
O Correio da Manhã reserva-se ao direito de apagar de imediato e sem qualquer aviso ou notificação prévia os comentários dos Leitores que não cumpram estas regras.
O Correio da Manhã ocultará de forma automática todos os comentários uma semana após a publicação dos mesmos.
Para usar esta funcionalidade deverá efetuar login.
Caso não esteja registado no site do Correio da Manhã, efetue o seu registo gratuito.
Escrever um comentário no CM é um convite ao respeito mútuo e à civilidade. Nunca censuramos posições políticas, mas somos inflexiveis com quaisquer agressões. Conheça as
Inicie sessão ou registe-se para comentar.