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Trump não pedirá ajuda em "longa conversa" com Xi porque a guerra "está sob controlo"

Presidente norte-americano tem pressionado sem sucesso o líder chinês para que use a sua influência no sentido de levar Teerão a pôr fim à guerra que dura há mais de dois meses, ou, pelo menos, reabrir o estreito de Ormuz.

12 de maio de 2026 às 21:25

O Presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou esta terça-feira que não precisa de pedir ajuda, durante a "longa conversa" que prevê ter com o homólogo chinês, Xi Jinping, para resolver a guerra no Irão, alegando que a situação "está sob controlo".

Donald Trump tem pressionado sem sucesso o líder chinês para que use a sua influência no sentido de levar Teerão a pôr fim à guerra que dura há mais de dois meses, ou, pelo menos, reabrir o estreito de Ormuz, que as autoridades iranianas mantêm sob bloqueio, com impacto nos mercados petrolíferos globais.

"Vamos ter uma longa conversa sobre isso. Acho que ele se tem comportado relativamente bem", disse o Presidente norte-americano aos jornalistas pouco antes de deixar a Casa Branca para iniciar a viagem para Pequim, onde tem encontro marcado com Xi na quinta-feira.

Pouco depois, acrescentou: "Temos muitas coisas para discutir. Para ser honesto, não diria que o Irão é uma delas, porque temos o Irão sob controlo".

Ao longo do conflito, lançado por Estados Unidos e Israel em 28 de fevereiro, Trump oscilou entre queixas de que a China, o maior comprador mundial de petróleo iraniano, não fez o suficiente para influenciar Teerão e o reconhecimento de que Pequim ajudou a reduzir a escalada militar ao encorajar negociações.

Nos últimos dias, o secretário de Estado, Marco Rubio, e o responsável pela tutela do Tesouro norte-americano, Scott Bessent, intensificaram os seus apelos para que a China use a sua influência para ajudar a reabrir o estreito de Ormuz, por onde passava cerca de 20% do crude mundial antes do início da guerra.

O Departamento de Estado anunciou na sexta-feira que estava a sancionar quatro entidades, incluindo três empresas com sede na China, por fornecerem imagens de satélite sensíveis que permitem ataques militares iranianos contra as forças norte-americanas no Médio Oriente.

Anteriormente, o Departamento do Tesouro tinha tomado medidas para atingir as refinarias de petróleo chinesas acusadas de comprar petróleo de Teerão, bem como as empresas que transportavam o crude.

Pequim classificou as sanções como "pressão unilateral ilegal" e promulgou um estatuto de bloqueio --- aprovado em 2021 e nunca utilizado até agora --- que proíbe qualquer entidade chinesa de reconhecer ou cumprir as sanções.

Antes da chegada de Trump, o ministro dos Negócios Estrangeiros chinês, Wang Yi, recebeu na semana passada o homólogo iraniano, Abbas Araghchi, em Pequim, e aproveitou para defender o direito do Irão a desenvolver energia nuclear civil, um dos temas centrais das negociações entre Washington e Teerão.

Xi também fez críticas implícitas aos Estados Unidos pela guerra, ao afirmar que o direito internacional "não deve ser aplicado seletivamente ou desconsiderado", nem o mundo regressar "à lei da selva".

Além disso, os dois países procuram evitar o regresso a uma guerra tarifária, numa fase em que os Estados Unidos estão a ser arrastados para a inflação que atinge o mundo inteiro em resultado da escalada dos preços dos produtos petrolíferos.

Nas suas declarações desta terça-feira, Donald Trump voltou a sustentar que inflação nos Estados Unidos, no seu nível mais elevado em quase três anos, é de curto prazo.

"Assim que esta guerra terminar, verão a inflação descer, provavelmente em 1,5%", disse o líder da Casa Branca.

Ainda sobre o conflito no Irão, o Presidente norte-americano reafirmou esta terça-feira que não precisa da ajuda da NATO, insistindo que Washington já derrotou militarmente a República Islâmica.

"A NATO desiludiu-me profundamente. A NATO não estava lá quando precisamos dela. Não precisamos da NATO, mas se precisássemos, ela simplesmente não estaria lá", lamentou aos jornalistas.

O cessar-fogo em vigor com o Irão desde 08 de abril encontra-se no seu ponto mais frágil, depois de o líder norte-americano ter classificado a resposta de Teerão à proposta de paz de Washington como "totalmente inaceitável".

Depois do fracasso da única ronda negocial formal, em Islamabad (Paquistão) em 11 de abril, os Estados Unidos impuseram um bloqueio naval aos portos iranianos, como uma tentativa de forçar Teerão a levantar as ameaças militares no estreito de Ormuz enquanto asfixiam a economia iraniana.

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