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Trump redobra ameaças ao Irão e diz que quer "tomar conta do petróleo"

Presidente dos EUA ameaça arrasar instalações energéticas e centrais de dessalinização se não houver acordo em breve.

31 de março de 2026 às 01:30

Donald Trump voltou esta segunda-feira a aumentar a pressão sobre o Irão, ameaçando obliterar infraestruturas energéticas e civis se o regime de Teerão não aceitar um acordo muito em breve, e admitindo que um dos objetivos dos EUA poderá passar por “tomar o controlo do petróleo” iraniano.

Numa publicação na plataforma Truth Social, Trump garantiu que foram feitos “grandes progressos” nas negociações com o Irão - que Teerão continua a negar - mas deixou um aviso: “Se, por algum motivo, não for possível chegar a um acordo em breve, que eu acredito ser possível, e o Estreito de Ormuz não for reaberto, iremos concluir a nossa adorável ‘estadia’ no Irão obliterando completamente todas as suas centrais elétricas, poços de petróleo, a ilha de Kharg (e possivelmente as suas centrais de dessalinização), que ainda não tocámos de propósito. Será a retribuição pela morte de muitos dos nossos soldados e outros que foram massacrados durante o reinado de terror de 47 anos do velho regime”, escreveu Trump.

Horas antes, em entrevista ao Financial Times, o presidente norte-americano ameaçara “tomar o petróleo do Irão”, numa escalada que provavelmente envolveria o controlo da ilha de Kharg, por onde passam 90% das exportações de crude do Irão. “Talvez tomemos a ilha de Kharg, talvez não.Temos muitas opções”, disse Trump, afirmando que os EUA ainda têm “cerca de três mil alvos” que gostariam de atingir. Acrescentou, no entanto, que um acordo pode ser alcançado “muito rapidamente”. “As negociações estão a correr muito bem, mas com o Irão nunca se sabe, porque negociamos com eles e depois acabamos sempre por ter de os bombardear”, sublinhou.

Trump disse ainda na entrevista que os novos líderes iraniano “estão a ser muito razoáveis”, destacando o papel do presidente do Parlamento, Mohammad Bagher Ghalibaf. “Foi ele quem autorizou a passagem de 20 navios pelo Estreito de Ormuz. Lembram-se quando eu disse que nos tinham dado um presente? Primeiro deram-nos 10 navios e depois mais 20”, afirmou.

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