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Turquia anuncia que três navios do país atravessaram Estreito de Ormuz desde início da guerra

Ministro dos Negócios Estrangeiros assegurou que o seu ministério está a "trabalhar sem descanso para garantir a passagem segura".

06 de abril de 2026 às 16:06

A Turquia indicou esta segunda-feira que três navios com pavilhão turco em águas do Golfo Pérsico desde o início da guerra, há mais de um mês, atravessaram o Estreito de Ormuz, incluindo um petroleiro nas últimas 24 horas.

"Em resultado da cooperação com o nosso Ministério dos Negócios Estrangeiros, o navio de propriedade turca 'Ocean Thunder', que navegava com o objetivo de transportar crude carregado no Iraque para a Malásia, atravessou em segurança o Estreito de Ormuz na noite passada e concluiu a sua saída do Golfo" Pérsico, anunciou o ministro dos Transportes turco, Abdulkadir Uraloglu, nas redes sociais.

"Deste modo, os três navios que aguardavam no Golfo desde o início da guerra [dos Estados Unidos e de Israel contra o Irão, a 28 de fevereiro] saíram com segurança do Estreito de Ormuz; com esta travessia, o número de navios turcos nas imediações do Estreito de Ormuz ficou reduzido a 12, e o número de navios que solicitaram a saída a oito", acrescentou o ministro.

Uraloglu assegurou que o seu ministério está a "trabalhar sem descanso para garantir a passagem segura" dessas oito embarcações que desejam abandonar a zona, com os seus 156 tripulantes.

No domingo, a agência de notícias iraniana Fars informou que, segundo as últimas estatísticas sobre o tráfego marítimo através do Estreito de Ormuz, um total de 15 navios transitaram por esta via navegável comercial com a permissão do Irão nas últimas 24 horas, o que representa cerca de 10% do número de embarcações que por ali circulavam antes da guerra.

Os Estados Unidos e Israel lançaram a 28 de fevereiro um ataque militar ao Irão, que justificaram com a inflexibilidade da República Islâmica nas negociações para pôr fim ao enriquecimento de urânio no âmbito do seu programa nuclear, que afirma destinar-se apenas a fins civis.

Em retaliação, o Irão encerrou o Estreito de Ormuz e lançou ataques contra alvos em Israel, bases norte-americanas e infraestruturas civis em países da região como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Jordânia, Omã e Iraque.

Desde o início do conflito, as autoridades iranianas contabilizaram pelo menos 1.332 mortos - entre os quais o 'ayatollah' Ali Khamenei, líder supremo da República Islâmica desde 1989, entretanto substituído pelo seu segundo filho, Mojtaba Khamenei, e o chefe do Conselho Supremo de Segurança Nacional, Ali Larijani - e mais de 10.000 feridos, mas não atualizaram o balanço oficial nas últimas semanas.

A organização não-governamental HRANA (Human Rights Activists News Agency), com sede nos Estados Unidos, situa o número total de vítimas mortais no Irão em pelo menos 3.546, entre as quais 1.616 civis.

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