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União Europeia avalia medidas para manter estreito de Ormuz aberto

Donald Trump pediu a aliados, incluindo França, China, Japão, Coreia do Sul e Reino Unido que ajudem a garantir a segurança do Estreito de Ormuz para a navegação global.

16 de março de 2026 às 10:31

A União Europeia (UE) afirmou, esta segunda-feira, que vai avaliar como pode ajudar a manter o Estreito de Ormuz aberto, na sequência do aumento dos preços do petróleo na terceira semana de guerra entre o Irão, Israel e os Estados Unidos. 

"É do nosso interesse manter o Estreito de Ormuz aberto, e é por isso que também estamos a discutir o que podemos fazer a esse respeito do lado europeu", afirmou Kaja Kallas, chefe da diplomacia da UE. 

O presidente dos EUA, Donald Trump, pediu a aliados, incluindo França, China, Japão, Coreia do Sul e Reino Unido que ajudem a garantir a segurança do Estreito de Ormuz para a navegação global, avança a Associated Press

Kaja Kallas afirmou que a União Europeia poderia expandir a missão naval Aspides para proteger a navegação no Mar Vermelho até ao Golfo Pérsico, ou poderia formar uma "coligação de voluntários" com os países membros de forma a contribuir com capacidade militar de forma pontual.

A guerra no Irão, desencadeada a 28 de fevereiro por ataques aéreos de Israel e dos EUA, elevou os preços do petróleo em todo o mundo, com o petróleo Brent a subir mais de 40%. O conflito afetou também outras áreas, desde produtos farmacêuticos da Índia a produtos derivados do petróleo, como fertilizantes provenientes do Médio Oriente. 

Diversos navios de carga estão presos no Golfo Pérsico ou a fazer um desvio muito mais longo à volta da ponta sul de África. Aviões que transportam carga aérea do Médio Oriente estão impedidos de voar e, quanto mais a guerra se prolongar, maior a probabilidade de haver escassez e aumento de preços numa ampla gama de produtos, explica a Associated Press

França afirmou estar a trabalhar com diversos países numa possível missão internacional para escoltar navios pelo Estreito, mas ressaltou que isso só deverá ocorrer quando “as circunstâncias permitirem”, ou seja, quando os combates diminuírem.

O ministro das Relações Exteriores do Luxemburgo, Xavier Bettel, afirmou que a UE permanece neutra em relação a qualquer ação militar.

“O fato é que, por enquanto, a UE não faz parte diretamente da situação. Portanto, precisamos de decidir se vamos participar ou não. Essa é uma decisão importante”, disse Bettel.

A Operação Aspides foi criada para escoltar navios comerciais, reforçar a consciência situacional e proteger embarcações contra ataques no mar (incluindo ataques com mísseis e drones).

A UE está preocupada com a possibilidade de uma crise de refugiados no Irão se desenvolver caso a guerra continue.

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