Presidente norte-americano anunciou esta segunda-feira a intenção de restabelecer o bloqueio aos portos iranianos e de cobrar uma taxa de 20% sobre as mercadorias que atravessam o Estreito de Ormuz.
A UE reiterou esta segunda-feira o apelo para que a navegação no estreito de Ormuz não esteja sujeita a portagens, após o Presidente dos Estados Unidos ter indicado que tenciona cobrar uma taxa de 20% sobre a passagem de mercadorias.
"Antes da guerra, o estreito de Ormuz estava aberto à navegação sem a imposição de portagens. Após o fim da guerra, o estreito deverá continuar aberto à navegação sem portagens. Os ministros foram claros ao afirmar que a liberdade de navegação não pode ser obstruída", afirmou a chefe da diplomacia da União Europeia (UE), Kaja Kallas, em conferência de imprensa no final de uma reunião dos ministros dos Negócios Estrangeiros do bloco comunitário, em Bruxelas.
Kallas referiu que o Médio Oriente "continua preso num ciclo de ataques, contra-ataques e cessar-fogos frágeis" e considerou que os ataques do Irão no estreito de Ormuz "violam o direito internacional" e o memorando de entendimento assinado com os Estados Unidos em junho passado.
Segundo indicou, os ministros na reunião desta segunda-feira discutiram como "proteger a liberdade de navegação, tanto no Golfo como no Mar Vermelho", onde a UE tem atualmente em curso a operação naval "Aspides", que escolta navios mercantes nessa via marítima frequentemente atacada pelos rebeldes xiitas iemenitas huthis, aliados do Irão.
"A ameaça mantém-se e a operação 'Aspides' continua a dar um importante contributo para a proteção da navegação internacional. Ainda esta semana, nos próximos dias, deslocar-me-ei à região para inspecionar pessoalmente a missão", anunciou.
Sobre as relações com os parceiros no Golfo Pérsico, com quem os ministros dos Negócios Estrangeiros da UE se reuniram esta segunda-feira, Kaja Kallas frisou que esses países "desempenham um papel vital na estabilidade regional" e indicou que o bloco tenciona reforçar as suas relações na região.
"Os ataques contra a Jordânia, o Qatar, os Emirados Árabes Unidos e o Bahrein são inaceitáveis e arriscam provocar o colapso total do acordo de paz provisório", advertiu.
O Presidente norte-americano anunciou esta segunda-feira a intenção de restabelecer o bloqueio aos portos iranianos e de cobrar uma taxa de 20% sobre as mercadorias que atravessam o estreito de Ormuz, alegando os custos associados à segurança da rota marítima.
"Os Estados Unidos serão agora conhecidos como os 'Guardiões do estreito de Ormuz', mas, em nome da justiça, receberão uma taxa equivalente a 20% do valor da carga", escreveu Donald Trump na sua plataforma Truth Social.
Segundo o Presidente norte-americano, a taxa destina-se a "cobrir todos os custos necessários para cumprir a missão de garantir a segurança desta região particularmente instável do mundo".
Trump acrescentou que a medida entrará em vigor "imediatamente", sem divulgar mais pormenores sobre a sua aplicação ou sobre os mecanismos de cobrança.
O estreito de Ormuz, palco central de disputas geopolíticas entre o Irão e os Estados Unidos, é uma das principais rotas marítimas mundiais para o transporte de petróleo e gás natural liquefeito, sendo considerado um ponto estratégico para o comércio internacional e para o abastecimento energético global.
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