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Zelensky diz ter oferecido ajuda da Ucrânia para desbloquear estreito de Ormuz

Zelensky apontou que "o método" deve ser decidido entre Estados Unidos da América e países da região do Golfo e do Médio Oriente.

03 de abril de 2026 às 12:24

O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelenksy, disse esta sexta-feira ter oferecido a ajuda de Kiev às monarquias do Golfo para desbloquear o estreito de Ormuz, cujo bloqueio pelo Irão provocou uma crise energética mundial.

"Ninguém nos associou especificamente à questão do estreito de Ormuz. Aos representantes do Médio Oriente e do Golfo com quem falei durante a minha visita disse: 'a Ucrânia está disposta a ajudar em tudo o que diga respeito à defesa", afirmou o chefe de Estado ucraniano, citado pela agência France-Presse (AFP).

As declarações de Zelensky foram feitas junto de jornalistas de vários órgãos de comunicação social na quinta-feira, mas estavam sob embargo até esta sexta-feira.

Zelensky não deu, no entanto, mais pormenores, apontando que "o método" deve ser decidido entre Estados Unidos da América e países da região do Golfo e do Médio Oriente.

Nesse sentido, o Presidente ucraniano recordou a experiência de Kiev na reabertura do corredor do Mar Negro, bloqueado por Moscovo no início da invasão russa sobre a Ucrânia, em fevereiro de 2022.

O intensificar dos conflitos no Médio Oriente, provocado pelos ataques israelo-americanos contra o Irão em 28 de fevereiro, interrompeu as negociações mediadas por Washington entre Ucrânia e Rússia.

Kiev tem procurado valorizar a sua experiência na defesa antiaérea contra os 'drones' iranianos Shahed, que têm sido utilizados por Moscovo para atacar o território ucraniano. Estes veículos aéreos não tripulados têm sido usados por Teerão contra países vizinhos.

Zelensky visitou vários países do Golfo Pérsico e do Médio Oriente na semana passada, tendo assinado acordos de cooperação no domínio da defesa com Qatar e Arábia Saudita.

"Penso que mudámos a atitude do Médio Oriente da região do Golfo em relação à Ucrânia para os próximos anos", acrescentou, citado pela AFP.

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