Maduro regressa ao tribunal de Nova Iorque para ser julgado

Presidente venezuelano e a mulher foram capturados pelos Estados Unidos durante uma intervenção militar em janeiro.

Atualizado a 26 de março de 2026 às 17:16
Nicolás Maduro à chegada a Nova Iorque, no início de janeiro, quando foi detido Foto: AP
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Nicolás Maduro regressou ao tribunal de Nova Iorque, esta quinta-feira, para mais uma sessão de julgamento. O presidente da Venezuela raptado pelos EUA em janeiro é acusado de conspiração de narcoterrorismo; conspiração de importação de cocaína; posse de metralhadoras e dispositivos destrutivos e conspiração para posse de metralhadoras e dispositivos de destruição.

O julgamento, presidido pelo juíz Alvin Hellerstein, de 92 anos, decorreu à porta fechada. 

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No início da sessão, o advogado de Maduro defendeu o direito do presidente de poder escolher a sua defesa e de os gastos serem suportados por Caracas, indica a BBC. A procuradoria norte-americana apontou que Maduro e a mulher não podem utilizar os fundos do governo venezuelano para pagar a defesa estando sob sanções desde 2019. O ex-presidente da Venezuela já tinha pedido licenças para poder aceder a fundos do governo da Venezuela que, segundo a legislação do país, podem cobrir a despesas legais. A licença inicialmente concedida foi alterada, para que Maduro não pudesse aceder ao financiamento de forma direta.

O advogado de Maduro referiu que este impedimento do uso dos fundos venezuelanos para a defesa deveria ser um motivo para que se arquive o caso.

O juiz Alvin Hellerstein afirma que "o direito à defesa é primordial", mas rejeitou o pedido da defesa. 

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Recorde-se que, na madrugada de 3 de janeiro, Maduro e a mulher, Cilia Flores, foram capturados pelos Estados Unidos durante uma intervenção militar.

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