Início do julgamento de Nicolás Maduro nos EUA marcado para 1 de junho de 2027

Nicolás Maduro e a esposa, Cilia Flores, foram capturados pelos EUA enquanto estavam em casa em Caracas, em janeiro, depois de uma intervenção militar.

Atualizado a 22 de julho de 2026 às 17:39
Nicolás Maduro à chegada a Nova Iorque, no início de janeiro, quando foi detido pelas forças militares norte-americanas Foto: AP
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O líder venezuelano deposto, Nicolás Maduro, voltou esta quarta-feira a ser presente a juiz em Manhattan, nos EUA, para uma audiência preliminar no caso onde é acusado de narcoterrorismo. Entre as acusações estão ainda conspiração para posse de metralhadoras e dispositivos de destruição. A audiência, marcada para se estabelecerem os prazos para apresentação de recursos e pedidos da defesa, ditou que o julgamento vai ter início a 1 de junho de 2027.

A audiência foi ser presidida pelo  juiz distrital dos EUA, Alvin Hellerstein.   

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Nicolás Maduro, de 63 anos, e a esposa, Cilia Flores, de 69, foram capturados pelos EUA enquanto estavam em casa em Caracas, em janeiro, depois de uma intervenção militar levada a cabo pelas forças militares norte-americanas. Encontram-se detidos numa prisão federal em Brooklyn, desde janeiro de 2026. Ambos podem ser condenados a prisão perpétua se a justiça norte-americana concluir que participaram no plano de conspiração para o narcotráfico. 

Os procuradores norte-americanos apontam que Maduro planeou transportar "milhares de toneladas de cocaína para os EUA, num complô com as autoridades policiais venezuelanas, a fim de beneficiar os barões da droga", cita a Associated Press. Numa primeira audiência, em janeiro, Maduro declarou-se inocente. "Sou um homem honrado, o presidente constitucional do meu país", referiu. A defesa de Maduro começou por contestar o julgamento com base no argumento de que a captura do líder venezuelano foi ilegal. Por outro lado, o governo de Donald Trump defendeu a operação militar que levou à captura de Maduro e da esposa como uma "ação judicial cirúrgica", num processo que teve início há seis anos. 

O presidente deposto da Venezuela chegou a pedir licenças para poder aceder a fundos do governo venezuelano que, de acordo com a legislação do país, podem cobrir as despesas legais de Maduro e da esposa, mas a licença inicialmente concedida foi alterada, para que Maduro não pudesse aceder a esse tipo de financiamento direto para a defesa.  

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Desde a captura de Maduro, a governação da Venezuela tem estado a cargo da presidente interina Delcy Rodríguez, que tem mantido contacto com a administração norte-americana. 

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