Almirante acusa Estado de falhar em toda a linha na Saúde
Gouveia e Melo diz que Governo já ultrapassou prazos para apresentar resultados
Ao décimo dia de campanha, Gouveia e Melo despiu o casaco de cabedal e chegou ao Mercado de Setubal de fato e gravata. Acompanhado de Fernando Negrão, percorreu as bancas onde ouviu os lamentos de quem - já reformado - não pode deixar de trabalhar. Mas as queixas não se ficaram pelas baixas pensões. Quando o tema é saúde, o discurso sobe de tom. "Tenho 66 anos e nem médico de família tenho ", diz uma vendedora.
O candidato seguiu depois até aos Bombeiros da Moita, que, só no ano passado, têm registo de 15 partos em ambulâncias. Aqui, o tom crítico ao SNS foi do almirante. "O Estado está a falhar na liderança, na organização e na gestão do dia a dia", acusou, lamentado os prazos na resposta do Governo aos problemas da saúde. Criticou ainda o primeiro-ministro, que disse que o caos no SNS é apenas uma "perceção". "Hoje ouvi que estar à espera 20 horas nas urgências é normal porque no ano passado eram 22 horas. O que é isto?", questionou.
Ao almoço, no Barreiro, esta terça-feira contou com o apoio de antigos almirantes, comandantes, generais e praças, voltou a falar da importância de uma candidatura apartidária. Terminou o dia em Sintra.
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