António Filipe diz que campanha tem vindo a crescer e recusa ziguezagues

Candidato à Presidência da República apoiado pelo PCP e PEV voltou a insistir na ideia de que a sua candidatura era "uma necessidade sentida".

07 de janeiro de 2026 às 22:38
António Filipe em campanha eleitoral Foto: Marcos Borga
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O candidato presidencial António Filipe afirmou esta quarta-feira que a sua candidatura tem vindo a crescer nesta campanha eleitoral e garantiu não andar aos "ziguezagues" a fingir nuns dias que vai até ao fim e noutros que desiste.

"Essa candidatura está aqui e essa candidatura tem vindo a afirmar-se desde essa altura e tem vindo a crescer nesta campanha eleitoral", afirmou o candidato apoiado pelo PCP durante um jantar em Beja, onde em vez de uma, encontrou "duas salas cheias de apoiantes" que o surpreenderam.

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E este é, considerou, "um grande sinal" para a candidatura e para a campanha, destacando a "enorme adesão" que tem vindo a verificar nas suas iniciativas.

O candidato à Presidência da República apoiado pelo PCP e PEV voltou a insistir na ideia de que a sua candidatura era "uma necessidade sentida" e com "coragem para enfrentar a direita hegemónica".

"Não é uma candidatura satélite de nenhuma outra e não ando aqui aos ziguezagues a fazer de conta que vou desistir às segundas, quartas e sextas e a dizer que vou até ao fim às terças, quintas e sábados", salientou.

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Em Beja, António Filipe falou ainda sobre a população mais idosa e que trabalhou uma vida inteira, considerando que "as pessoas sentem que não estão num Estado que seja solidário" e em que "os princípios constitucionais não estão a ser respeitados".

"Em que temos a maioria dos nossos reformados e pensionistas com reformas escandalosamente baixas, que têm que fazer as contas entre optar pelos medicamentos ou pela comida. Isto não é aceitável. Quem trabalhou uma vida inteira merece ter uma vida digna, que o Estado seja solidário, que lhe reconheça, que lhe proporcione a possibilidade de uma vida digna", defendeu.

Esta é, frisou, uma "outra questão decisiva" que tem que estar no centro do debate das eleições presidenciais.

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"Porque se for só para discutir o diz que disse, se for só para discutir, para comentar no dia-a-dia o que é que o candidato A disse do candidato B ou o candidato B disse do candidato C, eu acho que de pouco servirão", considerou.

Depois do discurso, o candidato foi surpreendido pelo músico alentejano Paulo Ribeiro que escreveu de propósito a escrita que tem como primeiro verso: "António Filipe a presidente, nos estamos contigo, tu estás com a gente, o povo português".

Os 11 candidatos às eleições presidenciais de 18 de janeiro são Gouveia e Melo, Luís Marques Mendes (apoiado pelo PSD e CDS), António Filipe (apoiado pelo PCP), Catarina Martins (Bloco de Esquerda), António José Seguro (apoiado pelo PS), o pintor Humberto Correia, o sindicalista André Pestana, Jorge Pinto (apoiado pelo Livre), Cotrim Figueiredo (apoiado pela Iniciativa Liberal), André Ventura (apoiado pelo Chega) e o músico Manuel João Vieira.

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Esta é a 11.ª eleição, em democracia, desde 1976, para o Presidente da República.

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