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António Filipe defende que "tudo deve ser apurado" no caso da demora no socorro a homem no Seixal

Candidato presidencial considerou que ainda que "alguém tem que assumir a responsabilidade e essa responsabilidade é de quem chefia o Governo".

07 de janeiro de 2026 às 16:53

O candidato presidencial António Filipe defendeu esta quarta-feira que "tudo deve ser apurado" no caso da demora no socorro a um cidadão no Seixal e considerou que a responsabilidade a assumir é de quem chefia o Governo.

"Eu acho que tudo deve ser apurado nesse caso. Ou seja, eu acho que quando acontece uma desgraça relacionada, de facto, com o funcionamento dos serviços de saúde, ou, neste caso, também do INEM, têm que ser investigadas até ao fundo as causas do que é que aconteceu efetivamente, o que é que fez com que esta desgraça tivesse acontecido", afirmou António Filipe.

O candidato presidencial apoiado pelo PCP e pelo PEV considerou que ainda que "alguém tem que assumir a responsabilidade e essa responsabilidade é de quem chefia o Governo, quem comanda essas ações", referindo-se ao primeiro-ministro Luís Montenegro.

Até porque, referiu, o "interlocutor do Presidente da República é o primeiro-ministro".

"Ou seja, nas relações entre a Presidência da República e o Governo é o primeiro-ministro que responde pela política governamental. A escolha dos membros do governo é uma responsabilidade dele. E é o primeiro-ministro que tem que assumir essa responsabilidade", salientou

António Filipe, que falava à margem de uma iniciativa de campanha em Cuba, distrito de Beja, demonstrou solidariedade para com os familiares da vítima , mas além deste caso individual considerou que "começam a ser desgraças a mais".

"Ou seja, tem-se vindo a degradar significativamente o Serviço Nacional de Saúde (SNS). O INEM tem sido motivo de muitas notícias, por más razões, ou porque há atrasos no socorro com graves consequências. com sucessivas alterações de chefias ao nível do próprio INEM. E, portanto, nós estamos perante uma situação muito grave a esse nível", referiu ainda.

O INEM abriu uma auditoria à chamada recebida na terça-feira do utente do Seixal que morreu depois de ter estado três horas à espera de socorro, anunciou esta quarta-feira o presidente do instituto.

"Esse primeiro passo foi determinado e essa auditoria à chamada está a ser feita", disse Luís Cabral, em declarações esta quarta-feira aos jornalistas no Centro de Orientação de Doentes Urgentes (CODU) de Lisboa.

Os 11 candidatos às eleições presidenciais de 18 de janeiro são Gouveia e Melo, Luís Marques Mendes (apoiado pelo PSD e CDS), António Filipe (apoiado pelo PCP), Catarina Martins (Bloco de Esquerda), António José Seguro (apoiado pelo PS), o pintor Humberto Correia, o sindicalista André Pestana, Jorge Pinto (apoiado pelo Livre), Cotrim Figueiredo (apoiado pela Iniciativa Liberal), André Ventura (apoiado pelo Chega) e o músico Manuel João Vieira.

Esta é a 11.ª eleição, em democracia, desde 1976, para o Presidente da República.

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