Candidatos presidenciais reagem aos ataques na Venezuela
Reações surgem após explosões em Caracas e de Donald Trump ter vindo anunciar a captura do presidente venezuelano, assim como da esposa.
Os candidatos presidenciais já vieram reagir à incursão militar levada a cabo pelos EUA na Venezuela, na madrugada deste sábado, e que provocou explosões na capital de Caracas.
Gouveia e Melo diz que sistema internacional está "fragilizado"
Para Gouveia e Melo, o sucedido deve levar a comunidade internacional a repensar no sistema, que diz estar "fragilizado". O candidato disse ainda esperar que a investida permita "a possibilidade de se estabelecer um governo legítimo" na Venezuela.
Catarina Martins pede que Portugal condene operação
Catarina Martins apela a que o Governo português condene o ataque que se espelha num "perigo global". "Portugal deve condenar esta operação e deve defender que toda a União Europeia o faça", referiu a candidata presidencial apoiada pelo Bloco de Esquerda. "É fundamental ter uma posição", acrescentou.
Cotrim de Figueiredo pede proteção da comunidade portuguesa
João Cotrim de Figueiredo pediu a proteção da comunidade portuguesa na Venezuela, esperando que "se estabeleça a normalidade e que possa haver a capacidade do povo para expressar uma opinião livre sobre o futuro que quer ter", apontou o candidato apoiado pela IL em declarações aos jornalistas. "O Presidente [da República] deve ser um garante de que os valores que são próprios de Portugal e da UE sejam aplicados", disse ainda.
Jorge Pinto pede que Portugal "repudie" agressão
O candidato apoiado pelo Livre, Jorge Pinto, referiu que espera que o governo português repudie a agressão. "Isto não pode acontecer", apontou em declarações aos jornalistas na manhã deste sábado.
Marques Mendes aponta que "intervenção não segue o direito internacional", mas pede que se aguarde "com prudência"
O candidato presidencial, Luís Marques Mendes, pediu que se aguardasse "com prudência" pelas declarações do presidente norte-americano, Donald Trump, marcadas para as 16h (hora de Lisboa). Marques Mendes apontou que "a intervenção não segue o direito internacional, mas que os EUA há muito que indiciavam" uma incursão desta natureza. "Prefiro mudanças pela via pacífica do que violenta", apontou.
Seguro acompanha situação na Venezuela com "muita preocupação"
António José Seguro disse estar acompanhar "com muita preocupação" a situação na Venezuela. Temos cerca de meio milhão de portugueses a viver na Venezuela, e estou preocupado com essa situação", disse em declarações aos jornalistas. O candidato apoiado pelo PS disse, contudo, aguardar "que as autoridades portuguesas se pronunciem sobre, verdadeiramente, o que é que aconteceu e qual é a posição que têm".
Ventura fala em "sinal de esperança"
O líder Chega considerou que "o derrube do regime de Nicolás Maduro", após uma intervenção militar dos Estados Unidos da América na Venezuela, é "um sinal de esperança" para o povo daquele país e as comunidades portuguesas."O derrube do regime de Nicolás Maduro é um bom sinal para a liberdade em toda a região", lê-se numa publicação na rede social X.
António Filipe condena "com toda a veemência" a "brutal violação do direito internacional"
O candidato à Presidência da República António Filipe condenou com "toda a veemência" a "brutal violação" do direito internacional que foi o ataque à Venezuela pelos EUA e "o sequestro" do presidente Nicolas Maduro.
"Eu quero condenar com toda a veemência esta brutal violação do direito internacional que é o ataque à Venezuela, à soberania e ao povo da Venezuela e o sequestro do seu presidente e da sua esposa", afirmou António Filipe.
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