Cotrim insiste que denúncia por assédio sexual será "cabalmente esclarecida" em tribunal

Candidato presidencial vai apresentar ainda nesta quinta-feira uma queixa-crime contra Inês Bichão.

15 de janeiro de 2026 às 12:43
Denúncia de alegado assédio sexual está a afetar a campanha de Cotrim de Figueiredo Foto: Rodrigo Antunes
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O candidato presidencial Cotrim de Figueiredo reiterou esta quinta-feira que a denúncia de assédio sexual por parte de uma ex-assessora parlamentar da IL será "cabalmente esclarecida em tribunal" porque "não tem nada a esconder".

"Todos os factos serão apurados em tribunal. Não tenho nada a esconder e falarei com todo o gosto", disse Cotrim de Figueiredo, depois de confrontado pelos jornalistas sobre um comunicado emitido pela alegada vítima, Inês Bichão, onde refere que a "veracidade dos factos" será apurada nos tribunais.

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O candidato, apoiado pela IL, revelou que, ainda esta quinta-feira, vai submeter uma queixa-crime por difamação.

Visivelmente irritado pela insistência dos jornalistas sobre o tema, que foi conhecido na segunda-feira, o também eurodeputado insistiu que o mesmo o desvia da sua campanha que é, na sua opinião, "provavelmente o propósito de quem pôs isto a circular".

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"Eu não estou a dizer que foi a pessoa em si, alguém fez isto e está a conseguir. Vocês estão a ser completamente instrumentalizados para usar este caso para dinamitar a minha campanha nos últimos dois dias", referiu.

Em comunicado enviado esta quinta-feira à agência Lusa, Inês Bichão revela que os factos em causa foram reportados em sede interna no decurso de 2023.

"Não tive qualquer conhecimento da matéria", frisou o antigo líder da IL que pronunciou hoje, pela primeira vez, o nome de Inês Bichão.

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O candidato presidencial referiu que ainda não falou sobre o tema com Mariana Leitão, atual líder do partido, mas provavelmente irá faze-lo.

"Eu só posso interpretar que não era visado porque, caso contrário, ter-me-iam dito", afirmou, acrescentando que Mariana Leitão é uma "pessoa íntegra" e, se houvesse alguma queixa, ter-lhe-ia contado.

Entretanto, a IL recusou hoje que "tenha havido qualquer queixa interna ou reporte formal ou informal" de alegados assédios sexuais por parte do candidato presidencial.

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Cotrim Figueiredo, que deixou a liderança do partido no final de 2022, vincou que tem a obrigação não só de defender a sua reputação, como de defender a sua campanha, porque há muita gente a depender daquilo que está a tentar fazer.

"Há muita gente que deve confiar em mim e não posso estar com a minha campanha completamente sequestrada por este tema", ressalvou. Aumentando o tom da declaração, o eurodeputado disse aos jornalistas que não o podiam obrigar a falar sobre o tema durante os últimos dois dias da campanha eleitoral numa altura em que os portugueses podem ser obrigados a escolher entre António José Seguro e André Ventura numa eventual segunda volta.

"Eu penso que isto é capaz de ser um bocadinho mais importante para os milhões de portugueses que nos estão a ouvir", apontou. Pedindo, diversas vezes, para mudar de assunto, o candidato presidencial afirmou não entender como é que há quatro dias não se fala de outra coisa. "Eu não percebo como é que é possível lançar uma atoarda destas sem confirmação nenhuma e há quatro dias que não se fala noutra coisa. Eu tenho uma campanha eleitoral para fazer, eu tenho um futuro político para assegurar", concluiu. 

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