Desde o primeiro dia que Cotrim Figueiredo, apoiado pela Iniciativa Liberal (IL), assumiu que a meta é passar à segunda volta das eleições de domingo e, lá chegado, ganhar.
A campanha eleitoral de Cotrim Figueiredo esteve em crescendo até que uma denúncia por assédio sexual e um possível apoio a Ventura a abanaram e colocaram o candidato no centro das polémicas.
Desde o primeiro dia que Cotrim Figueiredo, apoiado pela Iniciativa Liberal (IL), assumiu que a meta é passar à segunda volta das eleições de domingo e, lá chegado, ganhar.
Além da aposta no voto dos jovens, a estratégia do também eurodeputado passou por conquistar os avós daqueles, ou seja, os mais idosos, apostando em visitas a lares, centros de dia e universidades seniores.
A estratégia estava aparentemente a funcionar e, perante o seu alegado sucesso, o antigo líder da IL tornou-se no alvo preferencial dos adversários sendo, diariamente, criticado, pela esquerda e direita.
Sem querer entrar em polémicas, Cotrim Figueiredo optou por ignorar os adversários e, apesar de satisfeito por ser o centro das atenções, acusou-os de terem medo, de o terem subestimado e de se terem mal preparado.
Ainda a campanha ia a meio quando o ex-presidente da IL enviou uma carta ao primeiro-ministro, Luís Montenegro, comprometendo-se a ser um aliado do Governo e a dar-lhe "respaldo político" se decidisse avançar com reformas na saúde, economia e segurança social.
As reações foram imediatas, mas Cotrim Figueiredo desvalorizou e assumiu que estava a crescer e no `momentum´ da campanha, não abdicando de o aproveitar.
O suposto `momentum´, que metaforicamente se refere à força de uma mudança, viria a ser interrompido logo no arranque da segunda semana de campanha, depois de assumir não excluir apoio a nenhum candidato, incluindo André Ventura, presidente do Chega, numa eventual segunda volta.
Face às críticas, Cotrim Figueiredo voltou atrás nas suas afirmações, assumiu que foi pouco claro e garantiu não querer Ventura como Presidente da República.
Apesar do recuo, o tema marcou a campanha eleitoral que, ainda nesse mesmo dia, sofreu nova viragem para Cotrim depois de ter sido confrontado com a denúncia de assédio sexual por parte de uma ex-assessora parlamentar da IL.
Apesar de negar essas acusações e de anunciar uma queixa-crime por difamação, o tema entrou inevitavelmente na campanha eleitoral e foi marcando os dias.
A partir desse momento, Cotrim Figueiredo, que atribuiu aquela denúncia a uma "manobra de política suja", garantiu que não o iriam derrubar e que estava "de pé, inteiro e pronto para a luta e fazer história".
Com esta denúncia a assombrar a campanha do ex-líder da IL, e na reta final da campanha, o candidato pediu a Montenegro, uma vez mais, que recomendasse o voto na sua candidatura para evitar ter Ventura ou Seguro como Presidente da República.
Apelo que foi repetindo na esperança de que Montenegro, a quem disse que manifestar-lhe apoio era "um serviço à nação", o ouvisse e retribuísse, mas, até então, só obteve silêncio.
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