Jorge Pinto critica Seguro por encontro com Santana, um primeiro-ministro que deixou país numa "bandalheira"
Candidato explicou que a sua esquerda é da que "faz pontes com o regionalismo, com o europeísmo, com esta ideia de Europa que é precisa no presente".
O candidato presidencial Jorge Pinto criticou esta terça-feira António José Seguro por este se encontrar com Santana Lopes na campanha e lembrou que o antigo primeiro-ministro "viu a Assembleia da República ser dissolvida pela bandalheira a que deixou o país chegar".
Em declarações aos jornalistas antes de uma visita à Casa da Cultura, em Elvas, Jorge Pinto foi questionado sobre o facto de António Filipe ter dito que António José Seguro não era de esquerda e começou por responder que "há muitas esquerdas" e que a "esquerda não é, nem nunca será, uma gaveta", mas sim uma "janela que se abre para o mundo".
"Não é vergonha ser de esquerda, como também não é vergonha ser de direita. Aquilo que nós devemos aos portugueses é transparência em relação àquilo que nós somos", disse, para depois pedir clareza sobre a ideologia de outras candidaturas e apontar falta de transparência de Seguro.
Para Jorge Pinto, o candidato a Belém apoiado pelo PS não está a ser transparente quando decide "encontrar-se com Pedro Santana Lopes, o primeiro-ministro que viu a Assembleia da República ser dissolvida pela bandalheira a que deixou o país chegar".
"Ser de esquerda não é pecado, ser de direita não é pecado, tivemos Presidentes da República que foram de esquerda e foram de todos os portugueses, tivemos presidentes da República que foram de direita e foram de todos os portugueses", defendeu, acrescentando que é "orgulhosamente de uma esquerda" que não é "esquerda ponto", mas "esquerda pontes".
Jorge Pinto explicou que a sua esquerda é da que "faz pontes com o regionalismo, com o europeísmo, com esta ideia de Europa que é precisa no presente".
O candidato a Belém criticou as eleições para as Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR), afirmando que o caminho para democratizar as regiões tem de ser diferente da "farsa" concluída na segunda-feira após acordo eleitoral entre PSD e PS.
"Não é esse o Portugal no qual eu acredito, não é esta a maneira de apostar nas regiões que eu defendo", disse.
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