Líder do PCP diz que António Filipe é o candidato que melhor defende os interesses dos trabalhadores

Paulo Raimundo falava numa ação de campanha junto à Ascenza Agro, uma empresa de produtos e soluções agrícolas instalada no Parque Industrial da Mitrena, em Setúbal.

14 de janeiro de 2026 às 15:25
Paulo Raimundo Foto: António Cotrim/Lusa
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O secretário-geral do PCP, Paulo Raimundo, apelou esta quarta-feira em Setúbal ao voto em António Filipe nas eleições presidenciais de domingo e assegurou que se trata de um candidato que está "sempre ao lado dos trabalhadores".

"Se há coisa de que todos precisamos, em particular os trabalhadores, é de um candidato -- e de um presidente, mas, neste caso de um candidato - ao seu serviço, um candidato que sempre esteve e está do lado dos trabalhadores, contra o pacote laboral", disse Paulo Raimundo.

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"O Presidente [da República] tem de optar entre o capital e o trabalho, e o António Filipe optou sempre pelo trabalho, pelos direitos dos trabalhadores", acrescentou o líder comunista, que defendeu que o voto em António Filipe "é importante para marcar uma posição nas eleições presidenciais e para a luta que vai ter de continuar a seguir".

Paulo Raimundo falava à agência Lusa numa ação de campanha junto à Ascenza Agro, uma empresa de produtos e soluções agrícolas instalada no Parque Industrial da Mitrena, em Setúbal.

Questionado sobre o apelo dirigido esta quarta-feira pelo também candidato presidencial Cotrim Figueiredo ao primeiro-ministro para o apoiar e deixar cair a candidatura de Luís Marques Mendes, o líder comunista respondeu com ironia, aludindo ao facto de o candidato liberal ser um defensor das privatizações.

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"Eu já ouvi dizer esta semana que esse candidato terá enviado duas cartas ao primeiro-ministro. Eu não acredito, porque se ele tivesse mandado duas cartas, essas cartas só iam chegar depois das eleições, tendo em conta a privatização dos CTT, essa privatização com que Cotrim Figueiredo está profundamente engajado", disse.

"Cotrim Figueiredo pode ter mandado muitas mensagens ao primeiro-ministro, mas não foi nenhuma carta, de certeza, porque essas cartas só chegavam depois da segunda volta [das eleições presidenciais]", acrescentou Paulo Raimundo.

Confrontado com a possibilidade de António Filipe ter um resultado aquém das expectativas do PCP nas eleições presidenciais, Paulo Raimundo reafirmou a ideia de que o candidato apoiado pelo PCP é o que melhor defende os interesses dos trabalhadores e criticou o que diz ser "uma operação de sondagens que influencia o voto dos portugueses".

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"Nós precisamos, o país precisa, os trabalhadores precisam, em particular a juventude, precisam que António Filipe tenha o maior número de votos possível para determinar estas eleições, mas também o dia a seguir às eleições. E é nisso que estamos concentrados", disse.

"Se as pessoas votassem em liberdade, sem pressões, sem chantagem, sem condicionamentos, se votassem em função da sua própria vida, da sua própria realidade, sem outras chantagens, então, se calhar, teríamos a surpresa da noite", concluiu Paulo Raimundo.

Concorrem às eleições presidenciais 11 candidatos, um número recorde. Caso nenhum consiga mais de metade dos votos validamente expressos, realizar-se-á uma segunda volta em 08 de fevereiro entre os dois mais votados.

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Os candidatos são Gouveia e Melo, Luís Marques Mendes (apoiado pelo PSD e CDS), António Filipe (apoiado pelo PCP), Catarina Martins (Bloco de Esquerda), António José Seguro (apoiado pelo PS), o pintor Humberto Correia, o sindicalista André Pestana, Jorge Pinto (apoiado pelo Livre), Cotrim Figueiredo (apoiado pela Iniciativa Liberal), André Ventura (apoiado pelo Chega) e o músico Manuel João Vieira.

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