Marques Mendes culpa direção do SNS por “desumanidade” na Saúde
Candidato apoiado pela AD diz que ministra deve falar “se o entender”.
“Como os pastéis de Belém ficam ali ao lado do Palácio de Belém, não tem de se andar muito para se juntar o útil ao agradável”, diz Luís Marques Mendes, em Beja, onde pediu mais um café e um pastel de nata, o seu doce favorito. Numa mesa perto está Cristina, de 68 anos. “Não decidi ainda, depende”, desabafa poucos minutos antes de ser surpreendida pelo candidato. “Já sei quem é. Vi-o ontem na televisão. Agora já não estou indecisa”, acrescenta e deixa Mendes sorridente: “já valeu a pena vir cá. Dê cá mais um beijinho”.
Mas Marques Mendes sabe que os votos não se ganham em segundos. Na quarta-feira considerou que a avaliação da saúde deveria caber aos comentadores, esta quinta-feira foi mais assertivo, depois de mais casos de morte à espera de socorro. “Alguém de responsabilidade que venha no mínimo explicar esta situação, desde logo a comissão executiva do SNS, que anda desaparecida em combate”, atira. Recorda que foi “contra” este organismo, mas agora que existe o seu silêncio mostra “um sentido de desumanidade” que, acrescenta, “não fica bem”. A ministra da Saúde também devia falar “se o entender” mas “primeiro a comissão”, defende.
O candidato a Belém apoiado pelo PSD e CDS diz querer manter a coerência. “Um Presidente da República não existe para avaliar ou pedir a demissão de ministros”, considera. Marques Mendes não diz se chamaria o Primeiro-ministro a Belém se já fosse Presidente da República mas “exigiria explicações”. “Não é preciso chamar o Primeiro-ministro. Há muitas formas de falar, não é preciso chamar”, remata.
A campanha de hoje será mais curta uma vez que Marques Mendes é conselheiro de Estado e vai estar em Belém na reunião convocada pelo Presidente Marcelo Rebelo de Sousa.
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