Candidato apoiado por PSD e CDS-PP falava aos jornalistas durante uma visita à Santa Casa da Misericórdia de Ferreira do Alentejo, no distrito de Beja.
O candidato presidencial Luís Marques Mendes anunciou esta quinta-feira que, se for eleito, vai promover um fórum anual de combate à pobreza que envolva o Governo, partidos, autarcas e instituições de solidariedade social.
"Sendo eleito Presidente da República, eu vou criar um fórum anual de combate à pobreza, envolvendo quem? O Governo, envolvendo os partidos da oposição, envolvendo os autarcas e envolvendo as instituições sociais", adiantou, indicando que quer ser "um agente ativo" em Belém no que toca ao combate à pobreza.
O candidato apoiado por PSD e CDS-PP falava aos jornalistas durante uma visita à Santa Casa da Misericórdia de Ferreira do Alentejo, no distrito de Beja.
Luís Marques Mendes considerou que a pobreza "não é apenas um problema dos pobres, é um problema dos pobres e é um problema de toda a sociedade, é um problema nacional, [que] tem de ser transformado num designo nacional".
Antes de falar aos jornalistas, o candidato a Belém ouviu um poema escrito por uma utente e lido por uma funcionária da instituição e, no final, aproveitou para dizer que, apesar de a maioria dos portugueses o conhecer pelos cargos políticos que exerceu ou pelos comentários televisivos, antes disso esteve ligado ao setor social.
"Foi justamente numa misericórdia, vice-provedor, ali nos anos oitenta, na misericórdia da minha terra, que é a Fafe, e também à frente de uma instituição de apoio às crianças, com creches. Portanto, a minha ligação ao setor social é muito antiga, vem de antes da minha intervenção na vida política", indicou.
Marques Mendes saudou os gestores, funcionários e os utentes da Santa Casa da Misericórdia de Ferreira do Alentejo e destacou que "estas instituições ajudam muito as pessoas e têm uma importância fundamental no desígnio decisivo para o futuro do país", que é o "combate à pobreza".
"Temos ainda um problema seríssimo de combate à pobreza, apesar de algumas melhorias. E estas instituições não são as únicas, mas são decisivas nesse domínio", defendeu.
A partir do distrito de Beja, o candidato presidencial defendeu também que é "importante colocar o interior do país, onde está o Alentejo, no centro das atenções do ponto de vista do desenvolvimento".
Marques Mendes reiterou que, se for o próximo chefe de Estado, a sua primeira presidência aberta será "dedicada ao desenvolvimento do interior", especificamente no que toca ao "investimento e emprego".
O antigo líder do PSD considerou que nos últimos 50 anos o ensino superior "funcionou bem e ajudou muito ao desenvolvimento do interior do país", mas no que toca ao investimento e ao emprego "está ainda quase tudo por fazer" e é preciso "uma revolução".
Na opinião do candidato, esta região precisa de maior "favorecimento em matéria de fundos estruturais e em matéria de incentivos fiscais no Orçamento do Estado".
Luís Marques Mendes defendeu que o Estado deve dar incentivos para atrair o investimento para as regiões do interior
Neste ponto, aproveitou para lançar uma crítica: "Eu nestas matérias que conheço bem, não gosto de ficar por generalidades, para a matéria de generalidades há outros candidatos melhores do que eu".
Já em Beja, Mendes almoçou com estudantes na cantina do Instituto Politécnico -- panados com salada russa -, tendo ouvido antes a atuação da tuna.
"Desejo-vos as maiores felicidades do mundo. Eu gosto muito de tunas, mas aqui a minha mulher tem uma adoração profunda", agradeceu, no final, o candidato.
Sofia Marques Mendes corroborou: "Não consigo ficar parada, estiveram fantásticos", disse.
À tarde, a campanha do candidato apoiado por PSD e CDS-PP segue para o distrito de Santarém, onde visitará o lar e creche da Fundação Padre Tobias em Samora Correia, terminando o dia com um jantar em Torres Novas.
A convidada do comício será Leonor Beleza, presidente da Comissão de Honra de Mendes e primeira vice-presidente do PSD.
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