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Marques Mendes acusa adversários de falarem em Sá Carneiro por "oportunismo puro"

Candidato a Belém defendeu que o fundador do PSD era contra tudo o que alguns dos seus adversários apregoam.

06 de janeiro de 2026 às 13:20

O candidato presidencial Marques Mendes acusou esta terça-feira os seus adversários de só falarem em Sá Carneiro por "oportunismo puro" e saudou a crítica "totalmente legítima" de Cavaco Silva a outros candidatos a Belém.

No final de uma visita ao Mercado Municipal de Torres Vedras (distrito de Lisboa), o candidato apoiado pelo PSD e CDS-PP foi questionado pelos jornalistas sobre um artigo de opinião do antigo Presidente da República Cavaco Silva, publicado no jornal Observador, no qual se afirma chocado com a forma como o nome de Francisco Sá Carneiro tem sido invocado por vários candidatos às eleições presidenciais como André Ventura, Cotrim de Figueiredo e Henrique Gouveia e Melo.

Marques Mendes começou por destacar a sua "grande admiração por Cavaco Silva", dizendo que foi "talvez o melhor primeiro-ministro da democracia portuguesa", dizendo concordar que se trata de uma crítica "totalmente legítima".

"Sobretudo por causa de Sá Carneiro. Porque eu acho que, neste momento, vários adversários meus falam de Sá Carneiro não por homenagem, mas por oportunismo. Oportunismo puro", acusou.

O candidato a Belém defendeu que o fundador e antigo primeiro-ministro do PSD era contra tudo o que alguns dos seus adversários apregoam, sem apontar nenhum nome.

"Sá Carneiro não era radicalismo. Sá Carneiro não era extremismo. Sá Carneiro não era arrogância. Sá Carneiro não era experimentalismo. Portanto, tudo o que esses candidatos representam era tudo o que Sá Carneiro não representava", afirmou, contrapondo que o fundador social-democrata "era um homem de experiência, de sociedade, de moderação e abrangente".

Mendes foi ainda questionado se gostaria de contar com o apoio do antigo líder do PSD Pedro Passos Coelho, cujo nome também tem sido referido nesta campanha por Cotrim Figueiredo e André Ventura, apesar de o ex-primeiro-ministro não ter declarado apoio público a nenhum candidato a Belém.

"Vou reafirmar aquilo que sempre tenho dito: se Passos Coelho decidir apoiar-me, fico feliz, se Passos Coelho decidir não tomar posição, eu não fico zangado com ele, é o seu direito natural", disse.

Questionado como encara a possibilidade de ele apoiar outro candidato, respondeu: "Essa terceira hipótese acho que não há, e por isso é que acho que é um certo oportunismo invocar Passos Coelho quando evidentemente a única decisão que ele tomou foi não tomar decisão nenhuma", afirmou.

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