Marques Mendes recusa criticar ministra da Saúde
"Um Presidente não tem que avaliar um ministro nem pedir a sua demissão", repetiu o candidato presidencial.
“Não está correto. Estão a morrer pessoas. Esta ministra [da Saúde] não presta para nada, tem de ir para a rua”, é o desabafo de uma vianense que até vota no candidato apoiado pela AD. “Concorda?”, perguntam os jornalistas ao candidato apoiado pela AD. “Logo falamos”, foge Luís Marques Mendes. A mensagem é a mesma. Marques Mendes promete ser ativo em Belém mas sem causar instabilidade. “Defini há muitos meses que um Presidente não tem que avaliar um ministro nem pedir a sua demissão”, repete.
Nas ruas, Marques Mendes tem boa mobilização. Os jovens - muitos da JSD - carregam as bandeiras e a coluna onde em 'loop' passa a música de campanha. “Ainda não sei tudo de cor”, desabafa com um sorriso o candidato.
“Ainda tenho muito tempo. Este candidato é uma hipótese mas não sei”; conta-nos Fátima Dantas, 72 anos, na sua pastelaria. Mas lá fora, numa esquina, a conversa é outra. “Votei sempre PSD, mas não vou votar em si. Possivelmente em Cotrim”, confessa outro vianense.
Para combater a seu lado, Marques Mendes senta outro ministro de peso à mesa: entra Paulo Rangel na campanha. “O tempo não está para aventuras, nem para Venturas. Nem para aventuras militares”, diz o ministro dos Negócios Estrangeiros num almoço em Vila Verde. Para Rangel, Cotrim quer “reduzir o sistema fiscal a nada”, com a sua visão dos impostos, enquanto que “um voto em Seguro é igual ao voto no Almirante. É um voto em branco, ninguém sabe o que pensam”.
Hoje é dia para quem vota antecipadamente. Marques Mendes diz que nunca vota antecipadamente. “Gosto muito de votar no dia da eleição”, confessa, mas admite que o “inverno faz com que muitas vezes as pessoas não vão votar” e por isso defende que seria “bom pensar” em “mudar a data” das presidenciais.
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