Almirante vinha a adernar e encalha a seco na derrota

"Não podia ficar de fora quando senti que podia dar um contributo útil", afirma.

18 de janeiro de 2026 às 22:23
Gouveia e Melo
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Henrique Gouveia e Melo a assume a derrota nas eleições presidenciais, das quais "não podia ficar de fora quando senti que podia dar um contributo útil". O candidato, que fica de fora da segunda volta nas eleições presidenciais, garante que a decisão foi "profundamente ponderada" e tendo como motivação "os desafios exigentes que o País enfrenta". 

Gouveia e Melo defendeu que o Presidente da República deve representar união e não divisão e deve "estar acima dos interesses partidários". O almirante garantiu ainda que o País continuará a contar consigo.

Na sua declaração inicial, Gouveia e Melo disse que a sua candidatura constituiu "uma experiência" que o honrou.

"Honrou-se pela confiança recebida, pela forma como fui acolhido em todo o país e pela oportunidade de participar ativamente num momento tão relevante da nossa democracia. É com grande satisfação que concluo que este movimento que conseguiu algo que considero essencial para o futuro coletivo", sustentou.

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Especificou que, na sua perspetiva, a sua candidatura, "conseguiu agregar pessoas muito diferentes, de espetros [políticos] distintos, com histórias de vida, ideias e sensibilidades diversas".

"Demonstramos que é possível unir a diferença quando existe uma causa maior que nos transcende a todos -- e essa causa maior é o nosso país. Portugal pode e deve ser um espaço de convergência, mesmo quando há diversidade de opiniões", acrescentou, recebendo uma prolongada salva de palmas.

Na sua intervenção inicial, Gouveia e Melo voltou a defender a tese de que é preciso "despartidarizar a Presidência da República e devolver a esse cargo a sua natureza verdadeiramente suprapartidária".

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