“Não tenho experiência nenhuma em intrigas partidárias”, diz Gouveia e Melo

Almirante responde a António José Seguro e acusa adversário de se refugiar em discursos redondos.

07 de janeiro de 2026 às 01:30
Gouveia e Melo visitou a Feira de Reis em Alijó Foto: José Sena Goulão/Lusa
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“Eu venho à feira falar com os portugueses, isso é que é importante”. Foi este o ‘cumprimento’ de Gouveia e Melo à chegada à Feira de Reis, em Vila Verde, Alijó, esta terça-feira. O gelo do dia foi derretido pela multidão que o quis cumprimentar e mostrar apoio ao candidato que lembram do tempo em que, como dizem, “vacinou as pessoas”. Entre abraços e beijos, as farpas políticas não podem ser esquecidas.

O candidato de Portugal, como se intitula, diz que não vai entrar em “intrigas partidárias” e responde a António José Seguro, que o acusa de não ter experiência política para ser Presidente da Republica. “Eu não tenho experiência em intrigas partidárias. Se é essa experiência que procuram, por favor, não sou eu. Não tenho experiência nenhuma em lobbie político ou de interesses”, respondeu Gouveia e Melo, acusando o candidato socialista de ter um discurso “redondo”. “Nestes tempos novos, não pode haver candidatos titubeantes, que não dizem nada, que andam sempre com discursos redondos, que foram incapazes de defender as suas posições no passado”, lamentou.

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Gouveia e Melo diz que a sua preocupação é com o presente e o futuro, mas não esquece o passado do seu adversário do PS. “No passado, não defendeu a própria área, não defendeu os interesses das pessoas que votaram nele e que pretendiam que ele os defendesse e não defendeu. Foi para além da 'troika' e não tinha necessidade disso”, rematou.

O almirante tem por base fazer uma campanha pela positiva e é esse o caminho que quer seguir. Nas últimas semanas, as sondagens não lhe vinham a ser favoráveis, mas agora começam a ganhar nova cor. No entanto, não iludem o candidato. “As sondagens não podem ser um instrumento político. Só há uma sondagem que é no dia 18, quando os portugueses forem votar. As sondagens não podem manipular a opinião pública”, disse.

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