PAN apoia António José Seguro na segunda volta das Presidenciais

Decisão foi tomada após a reunião da Comissão Política Nacional do partido.

19 de janeiro de 2026 às 11:48
PAN diz que decisão surge "num momento decisivo para a democracia portuguesa" Foto: António Cotrim/Lusa
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O PAN – Pessoas-Animais-Natureza decidiu apoiar a candidatura de António José Seguro na segunda volta das eleições presidenciais, que decorrerá a 08 de fevereiro, anunciou o partido em comunicado.

Na nota enviada às redações ao final da noite de domingo, o PAN explica que a decisão foi tomada após a reunião da Comissão Política Nacional.

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A segunda volta das eleições presidenciais colocará frente a frente António José Seguro, candidato apoiado pelo PS e que conquistou no domingo 31% dos votos, e André Ventura, líder do Chega, que obteve 23%.

O PAN escreve que a decisão do partido surge "num momento decisivo para a democracia portuguesa", sublinhando que a primeira volta das presidenciais demonstrou "uma preocupante fragmentação do eleitorado".

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Considera ainda que a primeira volta das presidenciais "confirmou a presença no debate público de forças políticas que colocam em causa os direitos fundamentais, o respeito pela diversidade e a convivência democrática".

O partido justifica que a sua opção na primeira volta -- ao não utilizar a candidatura eleitoral como uma plataforma partidária e ao conceder liberdade de voto aos seus filiados e eleitos -- foi adequada ao contexto de dispersão eleitoral e coerente com os princípios internos de pluralidade e liberdade de consciência.

Para o partido, na segunda volta, estará em causa "mais do que uma escolha entre perfis".

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"É uma decisão entre a defesa da democracia ou um ataque à democracia, às instituições e à estabilidade democrática", sublinha.

No comunicado, o PAN diz acreditar que António José Seguro representa "uma solução de equilíbrio, moderação e estabilidade, com sentido de Estado e compromisso com os valores democráticos" que o partido defende.

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Numa crítica implícita aos partidos da esquerda, o PAN considera que "falharam no momento em que o país mais precisava de unidade" aos insistirem em candidaturas próprias "até ao limite, mesmo perante a gravidade do cenário político".

"Nos momentos difíceis tomam-se grandes decisões. E esta é uma delas. O PAN escolhe estar do lado da democracia, da responsabilidade e do futuro", acrescenta a nota.

Na primeira volta Seguro conseguiu 31% dos votos e Ventura 23%. Na terceira posição ficou Cotrim Figueiredo, apoiado pela Iniciativa Liberal, com 16,%, à frente de Gouveia e Melo (12%) e de Marques Mendes, apoiado pelo PSD e CDS e que alcançou 11%.

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À esquerda, Catarina Martins (BE) teve 2%, António Filipe (PCP) 1,6% e Jorge Pinto (Livre) 0,6%, ficando abaixo do cantor Manuel João Vieira, que conseguiu 1%. O sindicalista André Pestana recolheu 0,2% e Humberto Correia 0,08%.

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