Pestana afirma que como PR não vai tolerar injustiças na educação
Candidato presidencial defendeu ainda que a Caixa Geral de Aposentações deverá ser "para todos".
O candidato presidencial André Pestana afirmou esta terça-feira que, caso ganhe as eleições, não irá tolerar "injustiças que existem dentro dos profissionais de educação" e defendeu que a Caixa Geral de Aposentações seja "para todos".
"Como Presidente da República, não irei tolerar as injustiças que existem mesmo dentro dos profissionais de educação. Por exemplo, a Caixa Geral de Aposentações tem que ser para todos, não pode ser só para alguns. A questão também da equidade relativamente aos professores de primeiro ciclo e também a questão das ultrapassagens injustas que ocorreram na carreira de docente. E isso vai ser uma das minhas prioridades", disse.
O sindicalista e um dos fundadores do Sindicato de Todos os Profissionais da Educação (S.T.O.P.) classificou ainda como essencial a "gestão democrática nas escolas, até por uma questão de exemplo para os futuros cidadãos do país, que terão que ver que a democracia não é meramente votada de quatro em quatro anos, mas também [é preciso] ter democracia e liberdade no local de trabalho".
O professor de biologia e geologia, conhecido pelas greves nas escolas em 2022/2023, enquanto rosto do S.T.O.P., falava esta manhã aos jornalistas, em frente à Escola Secundária José Falcão, em Coimbra, numa ação de campanha sobre a escola pública.
Na ocasião, André Pestana defendeu que, como Presidente, estaria "sempre, de forma convicta, a defender a valorização de todos os profissionais da educação e das suas carreiras".
Questionado sobre se a iniciativa de concorrer a sucessor de Marcelo Rebelo de Sousa seria um prolongar do S.T.O.P., garantiu que não, justificando com o facto de a candidatura não ter partido de si, mas sim de mais de 50 dirigentes sindicais e de movimentos sociais, de diferentes setores, que o desafiaram a avançar.
O sindicalista reforçou ainda que "é preciso uma mudança significativa", bem como "enfrentar Trump e obviamente todos os seus representantes de extrema-direita, que também há em Portugal, que são negacionistas, que fazem discurso de ódio e com mentiras".
Interrogado sobre as recentes sondagens e as expectativas que tinha para as eleições de domingo, respondeu que "as sondagens valem o que valem".
"O que vale é ter ideias claras para o país e claramente a escola pública é um setor nevrálgico para o desenvolvimento do país e, por isso, é fundamental que haja uma valorização de todas as carreiras de quem trabalha na escola e que não haja esta falta de profissionais da educação, porque eles estão esgotados", frisou.
Confrontado com ser, de certa forma, um candidato apartidário, foi questionado sobre se os eleitores estão cansados de candidatos ligados a partidos políticos, ao que respondeu que "as pessoas, acima de tudo, procuram justiça e dignidade", embora possam estar a ser "iludidas", com uma "alternativa que só vai agravar essas condições".
Também inquirido com se ter perdido a oportunidade de uma "campanha limpa", ao terem sido trazidas questões pessoais para questões políticas, com "tricas" quase diárias, admitiu que sim, vincando que "não é isso [as questões pessoais] que interessa aos portugueses".
"O que interessa aos portugueses é, infelizmente, assistir que o Serviço Nacional de Saúde, apesar do primeiro-ministro dizer que está razoavelmente bem, e apesar da dedicação dos seus profissionais", bem como da dedicação dos profissionais da educação, "o facto é que a escola pública e a saúde pública estão a ser degradadas".
O primeiro-ministro defendeu na segunda-feira que há uma "perceção de caos" no Serviço Nacional de Saúde, mas disse que "isso não é a realidade", argumentando que os tempos de espera nos hospitais "são os melhores dos últimos cinco anos".
Às eleições de domingo concorrem 11 candidatos.
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