Sebastião Bugalho diz que País não precisa nem de Presidente do Chega nem apoiado por Pedro Nuno Santos
Eurodeputado falava num comício de fim de tarde de apoio ao candidato presidencial Luís Marques Mendes em Vila Pouca de Aguiar.
O eurodeputado Sebastião Bugalho ironizou hoje que Cotrim Figueiredo "é liberal até dizer Chega", considerando que o país não precisa nem de um Presidente deste partido, "nem do Presidente de Pedro Nuno Santos", numa referência a Seguro.
Bugalho falava num comício de fim de tarde de apoio ao candidato presidencial Luís Marques Mendes em Vila Pouca de Aguiar (distrito de Vila Real), numa intervenção em que comentou as declarações de hoje adversário João Cotrim Figueiredo (apoiado pela IL) que, num cenário de segunda volta em que não esteja, não excluiu apoiar qualquer candidato, incluindo André Ventura.
"Agora ele pode dizer o que quiser. Mas nós vimos o vídeo, está lá. Perguntaram-lhe se descarta ou não descarta. E ele não descarta, Até lhes chama moderado. É caso para dizer que o João Coutinho é liberal até dizer Chega", criticou Bugalho, que integra a comissão de honra do candidato apoiado por PSD e CDS-PP.
Sebastião Bugalho considerou que se Cotrim Figueiredo admite votar em outros candidatos "é porque reconhece que não vai à segunda volta".
"Está a mostrar ao país que um voto em Cotrim é um voto que, pior do que não servir para nada, serve para as piores coisas possíveis. É um voto que não é só inútil. É que, quando é útil, é mau enquanto voto", disse.
O eurodeputado considerou que o país não precisa "nem de um presidente do Chega nem do presidente do Pedro Nuno Santos", no dia em que o ex-secretário-geral do PS declarou apoio ao candidato presidencial António José Seguro.
"O país precisa de um Presidente que está aqui sentado diante de nós e é Luís Marques Mendes", defendeu.
O eurodeputado deixou um pedido aos portugueses para que, na eleição do próximo domingo, "não corram riscos".
"Nós não podemos correr o risco da escolha superficial para ficarmos depois privados de uma escolha moral. E é por isso que para um democrata que não desiste do futuro só há uma escolha possível daqui a dias: Luís Marques Mendes, o próximo Presidente da República.
Sebastião Bugalho até disse "não querer diminuir" o também eurodeputado Cotrim Figueiredo, por quem disse ter estima, mas centrou grande parte da sua intervenção em críticas ao adversário de Mendes na corrida a Belém, acusando-o de distorcer o legado do fundador do PSD Francisco Sá Carneiro.
"Um candidato a Presidente da República que quer impor um programa de governo a partir de Belém é alguém que só pode desconhecer a história do Francisco Sá Carneiro e até da nossa democracia", acusou.
O eurodeputado defendeu que "a grande batalha" do antigo primeiro-ministro, que faleceu no cargo em 1980, foi "precisamente contra uma presidência que queria mandar no governo, que queria mandar nos partidos, que queria mandar no parlamento, que queria mandar no país", numa referência implícita ao antigo chefe de Estado António Ramalho Eanes.
"Nós queremos um Presidente que respeite a escolha dos portugueses. E os portugueses escolheram um Governo (...) Esse Presidente só pode ser um: Luís Marques Mendes", disse.
Bugalho disse ainda que "é difícil levar a sério" o candidato apoiado pela IL quando pede a demissão de uma ministra, a da Saúde, num dia e "no dia a seguir vem oferecer o seu apoio ao primeiro-ministro".
"Isto não é uma mudança de posição. Isto é não ter posição nenhuma. E um Presidente da República tem de ser firme, não pode ser leve nas suas posições", criticou, dizendo que está não é uma eleição para "o palácio da bazófia" nem sobre deslumbramento.
As eleições presidenciais estão marcadas para 18 de janeiro de 2026.
Concorrem às presidenciais 11 candidatos, um número recorde. Caso nenhum consiga mais de metade dos votos validamente expressos, realizar-se-á uma segunda volta a 08 de fevereiro entre os dois mais votados.
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