“Voto na IL é um voto inútil”, diz Marques Mendes
Candidato da AD diz que Cotrim de Figueiredo "assumiu que vai perder", ao admitir apoiar Ventura na segunda volta
“Domingo lá estarei. Até já tenho a caneta”, atira uma cliente da feira de Paredes ao abraçar Marques Mendes. É o toque da campanha do candidato a Belém: abraços, beijinhos e reconhecimento. “Gostava de o ver, mas acho que não voto nele”, confessa um feirante depois da comitiva passar. É a indecisão que marca toda a campanha, que entra nos dias finais. Pelo menos para a primeira volta. “Tenho aqui dois sacos, um para a primeira volta, outra para a segunda”, diz Luís Marques Mendes em tom de brincadeira ao comprar peras e tangerinas. “Têm mais a ver com a minha estatura”, ri-se ao lado da mulher. Mas o tema é sério. “Tenho a segunda volta na minha cabeça completamente preparada”, garante o candidato. Já pensa no “debate com o adversário” e a parte que vai visitar do país. “É por isso que até adapto os meus descansos a pensar nisso”, concluiu.
Descansos que são poucos. Luís Marques Mendes aposta tudo no centro e norte do país esta semana e até já atira um candidato para fora da corrida. “Cotrim de Figueiredo, ao dizer o que disse, está a reconhecer que não vai a segunda volta”, refere Marques Mendes, depois de o candidato liberal ter deixado em aberto votar em André Ventura numa segunda volta. “É que é o próprio candidato a dizer que o voto na Iniciativa Liberal é um voto inútil”, dramatiza. Já Sebastião Bugalho, eurodeputado eleito pela AD, ironiza: “O João Cotrim de Figueiredo é liberal até dizer Chega”. Em Vila Pouca de Aguiar, Bugalho voltou a defender Mendes e acrescentou que o país “não precisa de um Presidente do Chega nem de Pedro Nuno Santos”, numa referência ao apoio do ex-líder socialista a António José Seguro.
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