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Líder do Chega salientou que "se há uma investigação judicial que mete dinheiro público e que mete ajustes tem que ser explicado pelo próprio candidato".
O candidato presidencial André Ventura exigiu esta segunda-feira que Gouveia e Melo dê explicações quanto à investigação a ajustes diretos realizados na Marinha, afirmando que os políticos têm "mais deveres" que os cidadãos porque se candidatam a cargos públicos.
"Todos os políticos têm os mesmos direitos que os outros cidadãos, mas têm mais deveres quando se candidatam a cargos públicos. É o meu caso, é o caso do Gouveia e Melo também [e] é o caso do doutor Marques Mendes", disse.
O candidato presidencial falava no início de uma arruada no centro de Vila Nova de Milfontes, no concelho de Odemira, no âmbito de uma ação de campanha para as eleições à Presidência da República.
Questionado pelos jornalistas, André Ventura salientou que "se há uma investigação judicial que mete dinheiro público e que mete ajustes tem que ser explicado pelo próprio candidato".
"Acho que todos os candidatos devem pautar-se por esse comportamento e este é o bom comportamento que temos que ter em democracia", afirmou.
O presidente do Chega relembrou que, assim como todos os cidadãos, também Gouveia e Melo tem de ter "direito à presunção de inocência" e "direito à defesa em tribunal", mas que, como candidato a Presidente da República, tem de dar "ainda mais explicações" e "mais detalhe nessas explicações".
"Nós não devemos ter o mesmo comportamento que outros candidatos têm tido nas várias fases e várias candidaturas, que é de fingir que a coisa não existe, andar para a frente, esconder coisas. [Se] surge um problema, uma questão, devemos falar sobre ela, devemos responder e não devemos ter medo do escrutínio", aludiu o candidato.
Entre outros assuntos, André Ventura falou sobre a colocação dos novos cartazes do Chega, depois da exigência de retirada dos anteriores pelo tribunal que visavam a comunidade cigana, e reiterou ainda o seu apelo a Marcelo Rebelo de Sousa para adiar o Conselho de Estado, agendado para dia 09 de Janeiro, para depois das eleições presidenciais que decorre a 18 de janeiro.
O também candidato presidencial Gouveia e Melo manifestou-se esta segunda-feira tranquilo sobre a investigação a ajustes diretos realizados na Marinha, afirmando que "quem não deve não teme", e declarou-se disponível para responder se for notificado.
"Eu sou totalmente transparente. Quem não deve, não teme. Se for notificado, vou responder. Nós não escondemos nada", afirmou, em resposta a jornalistas em Angra do Heroísmo, nos Açores, à margem de uma visita à incubadora de empresas Start Up Angra.
A revista Sábado noticiou esta segunda-feira que o Ministério Público (MP) de Almada está a investigar vários ajustes diretos aprovados por Henrique Gouveia e Melo enquanto comandante Naval da Marinha, entre 2017 e 2020.
Confrontado com esta notícia, Gouveia e Melo disse que nunca foi notificado, nem ouvido em nenhuma das qualidades, acrescentando que nem conhecia a existência do processo no DCIAP de Almada, tendo descoberto apenas pela Sábado.
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