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Herança de sangue Há heranças que não se escolhem.

António José Seguro considera que anúncio de ambulâncias "já não salva nenhuma das mortes" por falta de socorro

Candidato presidencial diz que esta é a uma "situação indigna de um país europeu e de um país no século XXI".

08 de janeiro de 2026 às 18:48
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António José Seguro considera que anúncio de ambulâncias 'já não salva nenhuma das mortes' por falta de socorro

O candidato presidencial António José Seguro considerou esta quinta-feira que o anúncio do primeiro-ministro de novas ambulâncias "já não salva nenhuma das mortes" que aconteceram e pediu "planeamento e racionalidade", recusando "fazer jogo partidário" com a situação na saúde.

"Isso já não salva nenhuma das mortes que aconteceram, pois não? Tem que haver planeamento, racionalidade. O nosso país não pode ter um Estado a abrir fendas nem pode ter um Estado com pés de barro", criticou Seguro, durante uma arruada pelo centro de Évora, após questionado sobre o anúncio do primeiro-ministro de que serão adquiridas mais ambulâncias.

Assegurando que, caso vença as eleições, "a primeira conversa" sobre esta situação será com o primeiro-ministro, Luís Montenegro, o candidato presidencial apoiado pelo PS foi questionado diversas vezes sobre se a ministra da Saúde, Ana Paula Martins, tem condições para continuar no cargo, escusando-se sempre a abordar a questão por esse ângulo.

"A minha preocupação como candidato a Presidente da República não é fazer o jogo partidário. O meu papel e a minha responsabilidade é de exigir ao Governo, em particular, mas também aos partidos que olhem para o sofrimento que está a acontecer no nosso país e para as dificuldades", enfatizou.

Para Seguro, esta é a uma "situação indigna de um país europeu e de um país no século XXI".

"Claro. Tem que haver responsabilização. O meu ponto é encontrarem-se as soluções para resolver os problemas dos portugueses", disse.

O candidato presidencial referiu ainda que há opositores que "têm uma estratégia partidária", contrapondo que está "acima dos partidos".

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