Vencedor da primeira volta das presidenciais foi visto nas ruas esta segunda-feira e esteve no Centro Cultural e de Congressos das Caldas para uma reunião com a sua equipa.
Após milhares de quilómetros na estrada, António José Seguro regressou a casa, nas Caldas da Rainha, cidade centro das atenções no domingo que celebrou esta segunda-feira o simbolismo da vitória, com o candidato a ouvir pedidos de "pulso mais firme".
A noite de domingo foi longa no Centro Cultural e de Congressos (CCC) das Caldas da Rainha, quartel-general do candidato que venceu a primeira volta das presidenciais de domingo, e na manhã seguinte restava no local uma carrinha de caixa aberta com um cartaz do candidato com o 'slogan' "Vote pelo Seguro".
Algumas horas antes, a mesma carrinha tinha estacionado em frente ao CCC, enquanto se aguardavam as projeções das televisões, momento presenciado pelos jornalistas que esperavam Seguro praticamente à porta de sua casa, uns metros ao lado do espaço onde, em 15 de junho, lançou a candidatura e no domingo celebrou a vitória.
Se em Penamacor, a sua terra natal no distrito de Castelo Branco, Seguro teria sido eleito à primeira volta, já que teve 71,30%, nas Caldas, terra adotiva após o casamento, Seguro superou o resultado nacional mas também teria sido obrigado a disputar uma segunda volta com André Ventura, ao registar 44,49% dos votos.
Esta segunda-feira, na ressaca da noite eleitoral, o ambiente era bem mais calmo no Jornal das Caldas, que fica na mesma rua do CCC, recordando-se o dia em que Seguro lançou a candidatura presidencial mesmo ali ao lado e teve direito a chamada de capa e uma página inteira no semanário.
Se Seguro voltou à ribalta nacional com esta candidatura, há mais de 10 anos, na sua anterior vida como secretário-geral do PS já agitava também a política local nas Caldas, quando a sua liderança foi desafiada por António Costa na sequência das europeias de 2014.
Nas ruas fala-se de uma "facada" também sentida a nível local, que a imprensa regional da época documenta: a 06 de junho de 2014, a Gazeta das Caldas escrevia que os "Socialistas caldenses dividem-se no apoio a António Costa e a António José Seguro", dando conta que "duzentos militantes socialistas do distrito de Leiria, entre eles vários caldenses, assinaram um apelo dirigido ao secretário-geral do PS, António José Seguro, onde solicitam a marcação de um congresso extraordinário".
Curadas as feridas pós-saída do Largo do Rato, Seguro dividiu a sua vida entre "a praia da Foz do Arelho, as vinhas de Penamacor e as aulas na universidade em Lisboa", como repetiu ao longo da campanha, ficando longe da política e com base nas Caldas.
Mais abaixo do CCC, na Farmácia Maldonado, com direção técnica da mulher de Seguro, Margarida Maldonado Freitas, na clientela comentava-se que "o patrão", ou melhor, "o marido da patroa", tinha vencido a primeira volta das eleições presidenciais, esperando que isso seja bom para a cidade.
"Hoje ainda não falei com muita gente, mas eu acho que isto é extremamente positivo para as Caldas da Rainha e para o país todo. Eu sou suspeita porque sou simpatizante dele", disse à Lusa Maria Fialho, mesmo à porta da farmácia.
Maria acredita que "para o país todo" o resultado de Seguro "foi uma grande reviravolta", considerando "bom e simbólico" a prestação do socialista - "ele também se diz, entre aspas, independente, não é?" - e o seu efeito para a cidade.
Na Praça da Fruta, que sexta-feira tinha sido ocupada por um arraial de apoiantes com porco no espeto, caldo verde e cerveja, uma comerciante até considerou Seguro "boa pessoa" mas que "não demonstra ter um certo pulso que é preciso neste momento para aquilo que Portugal está a atravessar".
"Às vezes quando as pessoas são boas pessoas, devia ser uma pessoa com um pulso mais firme", comparando ainda Seguro ao atual presidente Marcelo Rebelo de Sousa, que "também era muito boa pessoa e muita gente depois, no fim, não ficou contente".
Durante o dia, o vencedor da primeira volta das presidenciais foi sendo visto nas ruas e regressou ao CCC para uma reunião com a sua equipa, antes da qual falou aos jornalistas.
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