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Cotrim Figueiredo alerta que ameaças dos EUA à Gronelândia podem ser "sentença de morte" da NATO

Candidato presidencial afirma que Europa "não tem muitas cartas para jogar" numa situação de conflito militar.

11 de janeiro de 2026 às 18:04

O candidato presidencial João Cotrim Figueiredo alertou este domingo que as ameaças dos EUA à Gronelândia são um enorme desafio à coesão da NATO e podem, até, ser a sua "sentença de morte".

"As ameaças que hoje impendem sobre a Groenlândia são um enorme desafio à coesão da NATO e podem, inclusivamente, ser a sua sentença de morte", frisou o também eurodeputado, no final de um almoço fechado com o embaixador da Dinamarca em Portugal, Lars Steen Nielsen, num restaurante em Lisboa.

Além disso, o antigo líder da IL considerou que estas ameaças são um enorme desafio à capacidade de atuação da União Europeia que não está, depois de décadas de desinvestimento, preparada para ombrear militarmente com os Estados Unidos.

Em sua opinião, por muito assertiva que a Europa seja, não tem real capacidade de reação militar, portanto, ficará sempre por ameaças porque "não tem muitas cartas para jogar".

"E é neste quadro de enorme dificuldade que vale a pena nos prepararmos, desde já, Portugal enquanto país soberano, mas Portugal também enquanto membro de organizações como a NATO e a União Europeia", assinalou.

Cotrim Figueiredo explicou ainda que trouxe a questão da Gronelândia para a campanha para as eleições de dia 18 por entender que é "urgente pôr este tema na agenda" e porque nas três semanas de campanha para a segunda volta o assunto vai estar "na ordem do dia".

"Esta preocupação que eu tenho com a Groenlândia, sabendo que vai ser um assunto que vai causar necessidade de decisões muito difíceis, não vejo mais ninguém preocupado com isso", destacou o candidato, apoiado pela Iniciativa Liberal.

O ex-presidente da IL recordou que este assunto é especialmente crucial para o futuro de Portugal, da União Europeia e da NATO.

Com o embaixador da Dinamarca ao lado, o candidato presidencial, que revelou que contactou com o embaixador dos EUA em Portugal, vincou que algumas das evoluções geopolíticas podem estar a colocar os interesses de Portugal, da União Europeia e, neste caso, até os interesses da NATO num dilema.

O líder norte-americano Donald Trump tem preocupado os aliados ao recusar-se a descartar o uso da força militar para tomar à Dinamarca este território autónomo, membro da NATO.

Trump afirmou que o controlo desta ilha rica em recursos é crucial para a segurança nacional norte-americana, dada a crescente ameaça representada pela Rússia e pela China no Ártico.

A primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, alertou que um ataque militar norte-americano para tomar a Gronelândia pode significar o fim da aliança militar ocidental com 76 anos.

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