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Entre abraços e criticas, Catarina Martins diz querer ser "guardiã do equilíbrio"

Candidata insistiu que compreende as frustrações de quem "tem um salário curto, está precário e sente que não tem resposta neste país", mas alertou para as narrativas falsas.

04 de janeiro de 2026 às 14:05

Numa manhã de visita à feira de Canidelo, em Vila Nova de Gaia, Catarina Martins recebeu abraços e palavras de apoio, mas também críticas que fez questão de ouvir, assumindo depois querer ser uma "guardiã do equilíbrio".

"Eu trabalho desde os 18 anos e não tenho direito a nada, e vocês querem mandar vir para cá os outros...", gritava uma jovem pouco depois de a candidata ter chegado à feira, enquanto lançava acusações de hipocrisia e críticas aos imigrantes.

Num ambiente em que, até então, tinha recebido palavras de apoio de comerciantes e clientes, Catarina Martins fez questão de parar e ouvir as queixas, mas a troca de palavras durou pouco, após a jovem afirmar que não queria conversar.

"É natural que haja muito desespero e muita revolta quando temos um país que não está a dar resposta, mas também temos muitas mentiras a serem espalhadas. É importante, nesta campanha, respondermos a isso", disse mais tarde aos jornalistas.

Afirmando que, enquanto Presidente da República, pretende ser "uma guardiã do equilíbrio das políticas", a candidata apoiada pelo Bloco de Esquerda disse que durante a campanha, que arrancou este domingo oficialmente, fará questão de trazer para o debate os problemas das pessoas.

"Não estou dentro de nenhuma bolha, estou em todo o lado. As pessoas vêm falar comigo, querem vir falar comigo e cindo que há um crescente apoio porque sabem que serei uma Presidente da República que fala da sua vida e que não as abandona", argumentou.

Esse apoio foi também sentido durante a visita à feira, onde Catarina Martins foi abordada com abraços por várias pessoas.

"A menina é que devia ir para lá, não era mais ninguém", comentava um cliente com a esposa, à passagem da candidata.

Voltando às críticas da jovem, Catarina Martins insistiu que compreende as frustrações de quem "tem um salário curto, está precário e sente que não tem resposta neste país", mas alertou para as narrativas falsas, em particular, contra os imigrantes.

"Quando ouço uma jovem dizer que os imigrantes vêm para cá receber apoios e sei que isso é mentira, porque os imigrantes contribuem para a segurança social (...), sei que a mentira também está a matar a nossa democracia, porque com a mentira não é possível debater, não é possível construir soluções", sublinhou.

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