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Falta de luz leva à interrupção da votação para as Presidenciais em Bidoeira de Cima

Votação está suspensa até que a situação esteja restabelecida.

15 de fevereiro de 2026 às 11:19

A falta de eletricidade, uma hora após a abertura das urnas, levou os responsáveis das mesas de voto na freguesia de Bidoeira de Cima, distrito de Leiria, a suspender a votação até que a situação esteja restabelecida.

A notícia foi avançada pela Rádio Renascença e confirmada à agência Lusa pelo porta-voz da Comissão Nacional de Eleições (CNE), André Wemans, que adiantou que nas duas mesas de voto estão inscritos 2.132 eleitores.

O porta-voz da CNE disse que, segundo a Lei Eleitoral, se as urnas não reabrirem até ao máximo de três horas de paragem, a votação é encerrada e os votos não serão contabilizados nos resultados finais.

Wemans indicou que a falha de eletricidade ocorreu cerca das 09:00 e que a informação chegou cerca de meia hora depois, após a CNE ter sido contactada pela Câmara Municipal de Leiria, que referiu estar a envidar todos os esforços para repor a normalidade.

Deste modo, se a luz não voltar até cerca das 12:00, as mesas de voto serão encerradas e a votação anulada.

"Esperemos que a situação se resolva a tempo de a votação poder continuar", referiu Wemans.

Segundo a Rádio Renascença, na porta do local onde se encontram as secções de voto 1 e 2 está colada a decisão da mesa. "Não há condições neste momento de continuar o ato eleitoral", lê-se na mensagem, que esclarece que o problema é a "falta de luz".

Bidoeira de Cima é uma das 20 freguesias e secções de voto onde a votação da segunda volta das eleições presidenciais foi adiada para este domingo devido aos efeitos do mau tempo. Estão, no total, inscritos para esta votação tardia cerca de 36 mil eleitores.

Segundo a CNE, a votação está a decorrer em todas as seis freguesias de Alcácer do Sal, quatro freguesias de Arruda dos Vinhos, nas três freguesias da Golegã, duas secções de voto de Santarém, uma freguesia e secção em Rio Maior, uma freguesia no Cartaxo e outra em Salvaterra de Magos.

Antes deste incidente, o sufrágio decorria nestes territórios sem quaisquer problemas, garantiu à Lusa o porta-voz da CNE.

Já conhecido desde domingo passado está o vencedor das eleições, António José Seguro, que, segundo os resultados provisórios divulgados pela Secretaria-Geral do Ministério da Administração Interna foi eleito Presidente da República com 66,83% dos votos expressos, contra 33,17% de André Ventura.

Na primeira volta das presidenciais, em 18 de janeiro, disputada por 11 candidatos, António José Seguro, apoiado pelo PS, foi o mais votado, com 31,11% dos votos expressos, seguido de André Ventura, apoiado pelo Chega, que teve 23,5%.

O atual Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, eleito em 2016, cessará funções em 09 de março, data em que António José Seguro tomará posse perante a Assembleia da República.

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