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Gouveia e Melo faz descida de 'rafting' pelo Paiva e alerta para problema dos incêndios

Questionado pelo motivo que o levou a fazer esta atividade em Arouca, o almirante recusou que fosse para mostrar o seu lado mais "radical".

12 de janeiro de 2026 às 15:58

O candidato presidencial Gouveia e Melo fez esta segunda-feira uma descida de 'rafting' pelo Rio Paiva, em Arouca, onde aproveitou para alertar para o problema da desertificação e dos incêndios florestais, que em 2025 atingiram aquela zona.

A chegada ao ponto de partida, em Espiunca, Arouca, no distrito de Aveiro, faz-se por uma estrada sinuosa em que é visível o efeito dos incêndios, que afetaram uma extensa área de floresta composta por pinheiros, carvalhos, sobreiros e outras árvores.

É nesse ponto que Gouveia e Melo e os mais destemidos da sua comitiva se equipam com fatos de neoprene, coletes e capacetes, rumando depois à praia fluvial do Vau, onde os 14 aventureiros - entre os quais um jornalista -, iniciam a descida do rio cerca das 13:00, regressando pouco mais de uma hora depois.

Questionado pelo motivo que o levou a fazer esta atividade em Arouca, o almirante recusou que fosse para mostrar o seu lado mais "radical", afirmando que é uma "inutilidade" quem andou uma vida inteira em submarinos e em operações militares estar a mostrar o seu lado aventureiro ou radical.

"Eu gosto da natureza, gosto de fazer desportos. Não é radical, é exigente. [...] Andamos preocupados com muitas coisas e estas coisas não podem ser desprezadas. Uma das coisas que me entristece mesmo, agora quando vim a descer aqui, é ver isto tudo queimado. Eu vim cá com isto tudo verdejante e agora vejo isto tudo queimado", lamentou.

O ex-chefe do Estado-Maior da Armada justificou a importância da ação esta segunda-feira no Rio Paiva "para sinalizar a importância do turismo da natureza e do interior que está desertificado".

Questionado pelos jornalistas sobre o que tem faltado ao país para que o cenário dos incêndios não se repita todos os anos, o candidato respondeu que falta planeamento, organização e capacidade de execução.

"Nós somos confrontados com muita desorganização no momento dos incêndios, o ano passado foi nítido que havia problemas de comando e controlo, havia problemas operacionais, os equipamentos falhavam, estavam em manutenção ou tinham avarias, esse tipo de coisas tem de ser reestruturado", concluiu.

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