Candidatos Luís Marques Mendes e Jorge Pinto estiveram este sábado frente a frente no nono debate para as eleições presidenciais.
Os candidatos Luís Marques Mendes e Jorge Pinto estiveram este sábado à noite frente a frente no nono debate para as eleições presidenciais marcadas para 18 de janeiro de 2026.
Jorge Pinto, apoiado pelo Livre, começou por esclarecer que, caso seja eleito Presidente da República, "vai pedir um estudo de resiliência democrática das instituições". Marques Mendes referiu que o seu modelo para o País "é uma nação mais unida" pelo que considera que o poder mais importante é o "da palavra e da magistratura de influência", aspetos que estarão no centro do seu percurso como chefe de estado, isto se for eleito no próximo mês de janeiro.
O social-democrata pede "ambição nacional, social e tecnológica em relação aos jovens".
Jorge Pinto defende "ser mau" que seja eleito um Presidente da República do mesmo partido que atualmente governa o País. "Um Presidente da República pode e deve ser um contrapeso democrático", afirmou Jorge Pinto.
"Serei rigorosamente independente e já dei provas disso", responde Luís Marques Mendes. "Os Portugueses querem ver experiência, preparação e independência. A minha candidatura tem isso".
Sobre a revisão constitucional, Marques Mendes afirma "não ser uma prioridade. Quem introduz o tema da dissolução tem as prioridades erradas". O candidato continua e refere que o País "não precisa de outra dissolução. Precisa de estabilidade para criar ambição".
Para o social-democrata a prioridade é a Habitação para os jovens, assim como melhorar a Saúde e colocar a Economia a crescer. O candidato referiu ainda que tem como objetivo combater a corrupção e que, para isso, considera ser indicado convocar um Conselho de Estado.
"O Conselho de Estado nunca teve uma agenda sobre reforma da Justiça e combate à corrupção. É um órgão que aproxima posições. Toda a gente fala da reforma da Justiça, mas nunca ninguém dá um passo antes de convocar o Conselho de Estado vou chamar ao Palácio de Belém o presidente do STJ, o diretor da PJ e o PGR", frisou.
Ainda sobre a corrupção, o candidato apoiado pelo Livre argumenta que Portugal podia "ter apenas uma agência única que juntasse o mecanismo nacional anticorrupção, a entidade de contas e financiamento dos partidos políticos e a entidade para a transparência".
"Temos de colocar o enfoque no combate à burocracia que não é apenas um desastre para a economia, é criar dificuldade para a seguir vender facilidade: O juiz Carlos Alexandre é muito bem escolhido. A experiência dele no combate à corrupção incute respeito, para não dizer até medo", respondeu o social-democrata.
Sobre a revisão laboral, Jorge Pinto frisou que "o Tribunal Constitucional deve ser consultado em relação à proposta tal como ela está". O candidato a Belém disse ainda que o "Tribunal Constitucional deve ser respeitado". Ora para Luís Marques Mendes o Presidente da República "pode e deve intervir como mediador", uma vez que o Chefe de Estado "não é um Executivo, mas também não é uma rainha de Inglaterra". "Uma alteração à lei laboral sem acordo entre as entidades patronais e a UGT é má", acrescentou.
Jorge Pinto prosseguiu o frente a frente: "Há um passado de propostas de retirada de direitos vindas do PSD. Marques Mendes chegou a acusar de menoridade intelectual o próprio Tribunal Constitucional".
No fim do debate, os dois candidatos concordaram no que diz respeito ao desenvolvimento de um "plano de emergência" para proteger as comunidades portuguesas que estão na Venezuela.
"As comunidades merecem mais atenção", concluiu Marques Mendes.
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