Correio da Manhã
JornalistaVeja em direto o debate do Estado da Nação
"Contra factos, contra números, contra evidências, nem o populismo nem a demagogia têm argumentos": Hugo Soares defende feitos do atual Governo
Hugo Soares, líder parlamentar do PSD, tomou a palavra. "Contra factos, contra números, contra evidências, nem o populismo nem a demagogia têm argumentos", afirmou, ao defender os feitos do atual Executivo. O líder parlamentar acusa André Ventura e José Luís Carneiro de dizerem o mesmo e de apenas discutirem "o caso do dia ou da semana", ignorando temas como a subida dos salários e das pensões, o crescimento da economia ou o desemprego.
Hugo Soares ressaltou também o facto de, pela primeira vez, num debate com André Ventura, não se ter falado de imigração, porque foi o atual Governo quem resolveu o problema da imigração em Portugal.
Ventura insta Montenegro a perguntar ao Parlamento se mantém confiança no Governo
O primeiro partido a tomar a palavra foi o Chega. André Ventura teceu duras críticas ao discurso de Luís Montenegro pelo facto de este não ter abordado "os assuntos que preocupam a nação".
Ventura usou uma frase dita por Montenegro no discurso e reformula-a: "Muitos falam de reformas, mas poucos a fazem tão mal como o governo da AD". O presidente do Chega criticou a ida, por três vezes, de Montenegro aos Estados Unidos para ir aos jogos do Mundial, "enquanto o País ardia" e em plena "crise dos exames" e perante uma "crise na Administração Interna".
O presidente do Chega criticou diretamente o ministro da Educação, Fernando Alexandre, por culpabilizar os professores pelo atraso na correção dos exames nacionais, e criticou também o ministro da Administração Interna, Luís Neves. Ventura chegou mesmo a questionar se Montenegro mantém a confiança em Luís Neves. "Plenamente", respondeu o primeiro-ministro.
Perante o que apontou, André Ventura instou Montenegro a questionar o Parlamento sobre se mantém confiança no Governo.
Margarida Ponte Silva
JornalistaSeguir Autor:
Montenegro critica "os esquecidos" PS e Chega na primeira intervenção no debate do Estado da Nação
O primeiro-ministro, Luís Montenegro, tomou a primeira palavra, numa intervenção que começou com o enaltecimento do trabalho do atual Governo e com críticas aos principais partidos de oposição.
Montenegro começou por dizer que o Governo está a cumprir o compromisso de trabalhar para que em cada debate do Estado da Nação o país esteja melhor do que estava no ano anterior.
"Para prestarmos contas é útil recordar o ponto de onde partimos e há quem não tenha direito ao esquecimento", começou por dizer Montenegro. "Há quem exija aos outros para ontem o que ele próprio não foi capaz de fazer em 8 anos", atirou, referindo-se ao líder do PS, José Luís Carneiro. O primeiro-ministro fez o mesmo reparo "para quem criticou o passado e agora vive em alianças descaradas com os protagonistas desse passado", numa referência ao presidente do Chega, André Ventura.
"Apesar do oportunismo político dos esquecidos, o País está a mudar. Portugal não vai voltar a ser um país estagnado", afirmou Luís Montenegro.
"Temos dois anos com excedente orçamental, temos o raiting da república a melhorar em cada semestre, taxas de emprego historicamente baixas e de desemprego historicamente baixas, o risco de pobreza, embora, embora elevado é o mais baixo em 20 anos, temos uma imigração regulada e humanista e temos preservado a estabilidade económica e social", enumerou o primeiro-ministro numa longa lista de feitos do atual executivo, que continuou durante a restante intervenção.
Montenegro admitiu o tamanho da lista, mas clarificou que foi "apenas exemplificativo" e que mostra o que o Governo fez em "apenas dois anos", que foram atravessados por eleições. "Muitos falam em reformas, mas pouco têm coragem de reformar", atirou, numa crítica, mais uma vez, aos partidos da oposição.
Antes de terminar a intervenção, Montenegro exemplificou casos em que Chega e PS ajudaram o Governo a aprovar políticas, o que considera ser a democracia a funcionar.
Margarida Ponte Silva
JornalistaSeguir Autor:
Começa o debate do Estado da Nação
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