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Mendes avisa quem o quer em Belém que não pode fazer experiências na primeira volta

Candidato apoiado pelo Governo voltou a pedir "uma grande concentração de votos" na sua candidatura.

13 de janeiro de 2026 às 23:25

Luís Marques Mendes avisou esta terça-feira aqueles que o querem ver eleito Presidente da República que não podem fazer experiências na primeira volta e voltou a apelar a uma concentração de votos na sua candidatura.

O candidato disse "acreditar muito" na eleição e voltou a pedir "uma grande concentração de votos" na sua candidatura para que isso aconteça.

"Não pode haver dispersão de votos ou uma excessiva dispersão de votos por várias candidaturas. Não pode haver aqueles que dizem, 'não, eu quero o Marques Mendes na segunda volta, mas na primeira vou fazer aqui uma experiência'. Não, isso não pode ser, tem de haver uma grande concentração de votos ao centro, na minha candidatura, ou seja, na moderação, na experiência, na estabilidade", salientou.

O candidato apoiado pelo PSD e CDS-PP fechou o dia de campanha em Ansião, no distrito de Leiria, com uma sessão de esclarecimentos num auditório do Centro Cultural, com cerca de 200 lugares sentados.

Marques Mendes avisou que a dispersão de votos favorece o "radicalismo, o populismo e o experimentalismo".

"É preciso pensar isto antes de ir votar. Porque alguns respondem nas sondagens 'eu acho que o Marques Mendes vai à segunda volta e acho que é o favorito para Presidente', mas só vai alguém à segunda volta e é favorito para Presidente se ganhar a primeira volta. E tenho de ganhar a primeira volta e acredito que vou ganhar a primeira volta", referiu.

Luís Marques Mendes voltou a referir-se também às declarações do adversário João Cotrim Figueiredo, em que não excluiu apoiar nenhum candidato numa eventual segunda volta, incluindo André Ventura, e ao recuo nas últimas horas.

"Hoje mesmo, veio dizer que não sabia onde é que tinha a cabeça quando fez aquela declaração", assinalou, fazendo depois "uma chamada de atenção" aos eleitores.

"O candidato da IL diz 'não sei onde é que tinha a minha cabeça', ou seja, ele está a dizer que é um exemplo de imaturidade e de precipitação, e nós não podemos ter na Presidência da República uma pessoa imatura e uma pessoa precipitada", defendeu.

Marques Mendes exemplificou que "numa crise política, num conflito do Governo com o Parlamento por causa do orçamento, ou num veto político numa lei muito sensível e muito delicada", é "uma preocupação e um problema" ter "na Presidência da República, nesses momentos, alguém que não sabe onde é que tem a cabeça".

O candidato a Presidente da República terminou o seu discurso repetindo o apelo a quem o ouvia para passar sua a mensagem a outros eleitores, especialmente a quem ainda está indeciso.

"Porque ainda há muitas pessoas indecisas, há muitas pessoas que ainda admitem mudar a sua intenção de voto. E é preciso explicar-lhes esta minha preocupação com um Presidente previsível, com um Presidente que defenda a estabilidade, com um Presidente que proclama ambição, com um Presidente que verdadeiramente quer unir e servir Portugal", disse.

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