Antigo Presidente da República recebeu esta quinta-feira António José Seguro no seu gabinete, em Lisboa.
O antigo Presidente da República António Ramalho Eanes declarou esta quinta-feira apoio ao candidato presidencial António José Seguro, com quem se identifica "no pensamento democrático" e partilha o entendimento sobre competências e exercício da função de chefe de Estado.
António Ramalho Eanes recebeu esta quinta-feira António José Seguro no seu gabinete, em Lisboa, e, numa nota à agência Lusa, o antigo chefe de Estado referiu que, "respeitando todos os Portugueses", mesmo os que não entendem a democracia da mesma forma, manifestou o "apoio a António José Seguro para a função de Presidente da República".
"E faço-o por considerar que um candidato presidencial que, repetidamente, defende a importância da coesão da sociedade e a 'dignidade', num país 'onde ninguém fique para trás' -- como António José Seguro tem referido -- é, nitidamente, um português com o qual tenho uma identificação no pensamento democrático", justificou.
De acordo com o antigo Presidente da República, esta "identificação no pensamento democrático" é ainda "mais aprofundada" pelo "entendimento partilhado sobre as competências e o exercício da função de Presidente da República portuguesa".
Na primeira volta das presidenciais, Ramalho Eanes não tinha tornado público qualquer posicionamento, enquanto a sua mulher, Manuela Ramalho Eanes, apoiou Luís Marques Mendes (apoiado por PSD e CDS-PP) para Presidente da República.
Nas presidenciais de 2016, das quais saiu vencedor Marcelo Rebelo de Sousa, Ramalho Eanes apoiou Sampaio da Nóvoa e, num comício no Porto, disse: "Sampaio da Nóvoa é um dos meus, é um dos nossos".
Em 2006 e em 2011, Ramalho Eanes esteve ao lado de Cavaco Silva, tendo inclusivamente presidido à sua comissão de honra na primeira candidatura.
Em 1986, as eleições para a sua sucessão e as últimas que tinham sido decididas a duas voltas, o general apoiou Salgado Zenha para o cargo e participou na campanha ao lado do antigo dirigente do PS e ex-ministro de Mário Soares.
O general António Ramalho Eanes foi, nas presidenciais de 1976, o primeiro Presidente da República democraticamente eleito após a Revolução de 25 de Abril de 1974.
Apoiado então por PS, PSD e CDS conseguiu 61,59% dos votos expressos, a segunda maior percentagem em eleições presidenciais por sufrágio universal, recorde apenas batido por Mário Soares na sua reeleição, em 1991, quando atingiu 70,35% do total de votos expressos.
Na sua reeleição como chefe de Estado, em 1980, conseguiu 56,44% dos votos, saindo depois da Presidência da República em 1986.
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