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Política britânica encontrada morta em casa. Detido suspeito de 26 anos

Ann Widdecombe foi encontrada "com ferimentos graves". Foi aberta investigação para apurar motivações do alegado crime.

10 de julho de 2026 às 18:34

A política britânica Ann Widdecombe, de 78 anos, foi encontrada morta em casa com ferimentos graves, avançaram esta sexta-feira as autoridades do país. Um homem de 26 anos foi detido poucas horas depois do anúncio da morte de Widdecombe, que foi deputada (partido conservador) entre 1987 e 2010 e ocupou vários cargos ministeriais no governo do ex-primeiro-ministro John Major.

De acordo com a Polícia de Devon e da Cornualha, em comunicado citado pela BBC, Widdecombe foi encontrada morta no interior de casa, na quinta-feira, na sequência de um alerta para o 112. Foi aberta uma investigação para apurar as motivações do crimes.

O antigo primeiro-ministro conservador Boris Johnson descreveu-a como "uma heroica defensora do Brexit e uma excelente oradora, capaz de levar o público conservador a tal êxtase que era muito difícil seguir-lhe os passos", numa publicação na rede social X.

Carreira política marcada por posicionamentos conservadores

Durante a sua trajetória, de acordo com a BBC, Ann Widdecombe notabilizou-se pelas suas posições conservadoras, opondo-se ao aborto e à equiparação da idade de consentimento entre relações homossexuais e heterossexuais. Ou seja, neste último, para a política, um jovem poderia ser considerado legalmente capaz de consentir numa relação heterossexual aos 16 anos, mas a lei exigia que tivesse 18 ou 21 anos para poder consentir numa relação homossexual.

A sua passagem pelo governo britânico ficou também marcada pela defesa polémica do uso de algemas em reclusas durante o parto, como medida de segurança. Já na esfera pessoal, a política, que era solteira e católica praticante, defendia publicamente a importância dos valores familiares.

Depois de deixar o parlamento, mais tarde, filiou-se ao Partido do Brexit, de Nigel Farage, e exerceu funções como deputada do Parlamento Europeu entre 2019 e 2020. O seu cargo mais recente foi o de porta-voz para a imigração do Reform UK, o Partido do Brexit com nova designação.

Dois deputados britânicos em exercício foram assassinados na última década. A deputada trabalhista Jo Cox foi alvejada e esfaqueada por um indivíduo nazi durante a campanha do Brexit, em 2016. Já o deputado conservador David Amess foi esfaqueado até à morte, em 2021, por um homem inspirado pelo grupo militante Estado Islâmico.

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